{"id":17186,"date":"2018-11-13T10:54:05","date_gmt":"2018-11-13T13:54:05","guid":{"rendered":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/?p=17186"},"modified":"2020-12-08T09:22:11","modified_gmt":"2020-12-08T12:22:11","slug":"contracapa-a-guerra-dos-consoles-de-blake-j-harris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/contracapa-a-guerra-dos-consoles-de-blake-j-harris\/","title":{"rendered":"Contracapa:  A Guerra dos Consoles, de Blake J. Harris"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_17189\" aria-describedby=\"caption-attachment-17189\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17189 size-large\" src=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra-1024x683.png\" alt=\"Contracapa Guerra\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra-1024x683.png 1024w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra-300x200.png 300w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra-450x300.png 450w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Contracapa-Guerra-624x416.png 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17189\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Seganet<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A Guerra dos Consoles, de Blake J. Harris<\/strong><\/p>\n<p>Os anos 1980 foram, sem d\u00favida, os mais importantes para a ind\u00fastria dos videogames. Ap\u00f3s uma primeira metade de d\u00e9cada conturbada, com a ascens\u00e3o vertiginosa e o <em>crash<\/em> da ind\u00fastria em 1983, parecia que o futuro dos jogos eletr\u00f4nicos estava a uma nota de rodap\u00e9 na hist\u00f3ria do desenvolvimento industrial e tecnol\u00f3gico.Entretanto, enquanto as grandes fabricantes americanas amargavam dias de terror, com quedas vertiginosas de vendas e encerramento de atividades de diversos fabricantes e desenvolvedores, no Jap\u00e3o, a Nintendo come\u00e7ava a colocar as manguinhas de fora, partindo para um plano de domina\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Se no ocidente a Atari, Mattel (com seu Intellivision) e Colleco davam sinais de evidente cansa\u00e7o (sugest\u00e3o do autor: assistam ao document\u00e1rio Atari Game Over, que apresenta de forma bastante did\u00e1tica este momento conturbado), a Nintendo vinha de per\u00edodo de grande pujan\u00e7a, decorrente do sucesso de seu Famicom (Family Computer), que dispunha de jogos verdadeiramente avan\u00e7ados em compara\u00e7\u00e3o a seus pares americanos.Na esteira deste sucesso, uma pequena empresa de origem americana, mas sediada no Jap\u00e3o, tinha pretens\u00f5es evidentes de estragar os planos da poderosa Big N: a Sega.<\/p>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1980, a empresa fundada no Hawaii, ainda era bastante t\u00edmida na produ\u00e7\u00e3o de consoles. Entretanto, com o seu Mark 3, posteriormente reformulado e relan\u00e7ado como Master System, come\u00e7ou a chamar aten\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o e, com isso, a Sega se viu encorajada a desenvolver de um novo console, para bater de frente coma Nintendo, o Mega Drive.<\/p>\n<p>Neste caldeir\u00e3o prontinho para explodir, \u00e9 que temos o in\u00edcio do simplesmente espetacular livro A Guerra dos Consoles, de 2014.<\/p>\n<p>A obra, centrada exatamente no confronto das duas maiores fabricantes do finzinho dos anos 1980 e primeira metade dos anos 1990. O foco \u00e9 da chegada do Sega Genesis (o Mega Drive americano) em terras estadunidenses, em especial a atua\u00e7\u00e3o de Tom Kalisnke, presidente da Sega of America em seus anos de ouro.<\/p>\n<p>Kalisnke, egresso da Mattel (onde foi respons\u00e1vel por alavancar a boneca Barbie ao patamar de marca global que \u00e9 hoje) e da Matchbox (dos carrinhos de miniatura concorrentes da Hot Wheels) revolucionou a ind\u00fastria por meio de publicidades audaciosas, contrato com grandes celebridades esportivas e uma atua\u00e7\u00e3o sem medo da manda-chuva Nintendo, que dominava, inclusive, a distribui\u00e7\u00e3o de consoles e jogos em terras americanas.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es criativas de Kalinske e sua equipe foram de tamanha import\u00e2ncia que, at\u00e9 os dias atuais, reverberam entre n\u00f3s. Sem sua atua\u00e7\u00e3o corajosa, possivelmente a Nintendo n\u00e3o teria um advers\u00e1rio \u00e0 altura para bater, com desenvolvimento de melhores produtos, e isso, poderia, em meu sentir, implicar em uma nova estagna\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, repetindo os erros da Atari. Noutras palavras, a concorr\u00eancia entre uma gigante estabelecida, e uma que estava ganhando corpo, foi a mola propulsora dos videogames, possibilitando uma passagem exitosa de um momento dif\u00edcil (o j\u00e1 mencionado crash de 1983) e a pujan\u00e7a dos anos 1990.<\/p>\n<p>Confira um dos comerciais da \u00e9poca:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/35jGnZ-e3jc\" width=\"1000\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\nO livro, entretanto, n\u00e3o se limita \u00e0 batalha de Sega e Nintendo para conquista de consumidores. Tamb\u00e9m nos apresenta em detalhes, erros estrat\u00e9gicos de ambas as empresas que, tamb\u00e9m, repercutem at\u00e9 os dias atuais. Os entreveros entre Nintendo e Philips (que desembocaria no Philips CD-i), e num aproxima\u00e7\u00e3o da Big N da Sony, para desenvolvimento do drive de CD que seria a base do Playstation, ap\u00f3s desentendimentos entre as duas, tamb\u00e9m est\u00e3o l\u00e1. Assim como os erros da Sega em insistir em add-ons para o Mega Drive (Sega CD, Sega 32x), quando j\u00e1 se fazia necess\u00e1ria a transi\u00e7\u00e3o para uma nova plataforma, o Saturn, que tamb\u00e9m foi mal desenvolvido comercialmente.<\/p>\n<p>Por essas e outras, A Guerra dos Consoles \u00e9 uma obra fundamental para quem quer entender a ind\u00fastria dos jogos eletr\u00f4nicos. Tamb\u00e9m \u00e9 um livro de aprendizado para qualquer um que queira aprender sobre desenvolvimento de produtos, enfrentamento de concorr\u00eancia e de publicidade e propaganda.<\/p>\n<p>A Guerra dos Consoles \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o da Editora Intr\u00ednseca, com 558 p\u00e1ginas, encaderna\u00e7\u00e3o tipo brochura. A edi\u00e7\u00e3o analisada foi impressa em 2015 e pode ser encontrada em livrarias e lojas on-line com facilidade, onde existe, inclusive, a venda em formato digital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor:&nbsp;M\u00e1rio Coelho Bessa<\/p>\n<p>Fontes:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.seganet.com.br\/index.php?\/topic\/64828-livro-a-guerra-dos-consoles-de-blake-j-harris\/\">Capa<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Guerra dos Consoles, de Blake J. Harris Os anos 1980 foram, sem d\u00favida, os mais importantes para a ind\u00fastria dos videogames. 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