{"id":69089,"date":"2026-07-25T09:04:56","date_gmt":"2026-07-25T12:04:56","guid":{"rendered":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/?p=69089"},"modified":"2026-07-25T09:05:14","modified_gmt":"2026-07-25T12:05:14","slug":"videogame-nao-e-coisa-de-crianca-e-parte-da-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/videogame-nao-e-coisa-de-crianca-e-parte-da-minha-vida\/","title":{"rendered":"Videogame n\u00e3o \u00e9 coisa de crian\u00e7a. \u00c9 parte da minha vida."},"content":{"rendered":"\n<p>Irei fazer uma cr\u00f4nica sobre minha paix\u00e3o sobre videogames separados aqui por postagens! Ent\u00e3o sigamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos dizem que videogame \u00e9 coisa de crian\u00e7a. Outros afirmam que os jogos eletr\u00f4nicos n\u00e3o possuem futuro ou questionam qual seria a l\u00f3gica de passar minutos, horas, dias e at\u00e9 meses jogando o mesmo t\u00edtulo. Para essas pessoas, normalmente o videogame continua sendo apenas um &#8220;joguinho&#8221;, algo passageiro e sem import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a minha rela\u00e7\u00e3o com os videogames sempre foi muito diferente dessa vis\u00e3o. Eu nunca consegui enxergar essas m\u00e1quinas apenas como brinquedos ou produtos descart\u00e1veis. Elas fizeram parte da minha inf\u00e2ncia, acompanharam diferentes fases da minha vida e despertaram uma curiosidade que acabou influenciando at\u00e9 mesmo minhas escolhas profissionais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Videogame \u00e9 coisa nova<\/h4>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o vou dizer que videogame \u00e9 uma arte milenar, porque ele n\u00e3o \u00e9. Os jogos eletr\u00f4nicos surgiram h\u00e1 pouco mais de cinquenta anos e representam uma forma de express\u00e3o muito mais recente do que cinema, r\u00e1dio, m\u00fasica e literatura. Por\u00e9m, o fato de ser uma m\u00eddia jovem n\u00e3o diminui sua import\u00e2ncia. Assim como qualquer outra cria\u00e7\u00e3o humana, os videogames tamb\u00e9m carregam ideias, emo\u00e7\u00f5es, criatividade e diferentes formas de contar hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este texto n\u00e3o existe para comparar videogames com outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais ou tentar provar que uma m\u00eddia \u00e9 superior \u00e0 outra. A proposta aqui \u00e9 muito mais simples: contar a minha hist\u00f3ria com videogames e explicar como essas m\u00e1quinas passaram de uma curiosidade infantil para uma paix\u00e3o que me acompanha at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei dizer exatamente quando conheci os videogames. Devia ter cinco, seis ou sete anos, talvez um pouco mais ou um pouco menos. A mem\u00f3ria da inf\u00e2ncia raramente funciona como um arquivo organizado, cheio de datas e acontecimentos perfeitamente registrados. Em vez disso, ela guarda momentos espec\u00edficos, imagens soltas e sensa\u00e7\u00f5es que permanecem mesmo quando muitos detalhes desaparecem com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Lembran\u00e7as<\/h4>\n\n\n\n<p>A lembran\u00e7a mais forte que tenho \u00e9 estar diante de uma televis\u00e3o jogando naquele aparelho misterioso que parecia quase m\u00e1gico para uma crian\u00e7a. Era uma caixa de pl\u00e1stico conectada a uma tela, mas conseguia criar algo completamente diferente de qualquer brinquedo que eu conhecia. Bastava apertar alguns bot\u00f5es para que personagens se movessem, ve\u00edculos respondessem aos comandos e mundos inteiros surgissem diante dos meus olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, eu n\u00e3o entendia como aquilo funcionava. Eu n\u00e3o sabia o que era um processador, uma mem\u00f3ria ou qualquer outro componente eletr\u00f4nico que, anos depois, despertaria minha curiosidade pela computa\u00e7\u00e3o. Eu apenas sabia que aquela m\u00e1quina respondia \u00e0s minhas a\u00e7\u00f5es e que existia uma sensa\u00e7\u00e3o \u00fanica em participar daquilo que acontecia na tela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem\u00f3rias<\/h4>\n\n\n\n<p>A minha mem\u00f3ria mais viva \u00e9 de um Atari 2600 pertencente a um primo. Tamb\u00e9m me lembro de ter jogado um Magnavox Odyssey\u00b2, um Intellivision e um MSX. Se algu\u00e9m me perguntar qual deles veio primeiro, qual foi exatamente o primeiro jogo que experimentei ou qual era a ordem desses acontecimentos, infelizmente n\u00e3o saberei responder.<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria n\u00e3o guardou uma linha do tempo perfeita. Ela guardou a descoberta de uma nova forma de brincar, de interagir e de imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>O que permaneceu comigo n\u00e3o foi apenas o nome de um console ou de um jogo espec\u00edfico, mas a sensa\u00e7\u00e3o de perceber que aquelas m\u00e1quinas conseguiam criar experi\u00eancias muito maiores do que o simples ato de apertar bot\u00f5es. O videogame permitia participar de uma aventura, controlar personagens e descobrir lugares que existiam apenas dentro daquela pequena tela.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem conhece a hist\u00f3ria dos videogames no Brasil j\u00e1 percebeu que tudo isso aconteceu durante a d\u00e9cada de 1980. Naquele per\u00edodo, os jogos eletr\u00f4nicos come\u00e7avam a conquistar espa\u00e7o nas casas brasileiras, principalmente atrav\u00e9s de familiares, amigos ou conhecidos que possu\u00edam algum console.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Oportunidades<\/h4>\n\n\n\n<p>No meu caso, foram essas oportunidades, principalmente atrav\u00e9s dos meus primos, que fizeram nascer uma paix\u00e3o que nunca mais desapareceu. O videogame come\u00e7ou como uma simples divers\u00e3o infantil, mas aos poucos se transformou em algo muito maior. Eu queria conhecer novos jogos, descobrir como cada experi\u00eancia funcionava e entender por que aquelas m\u00e1quinas conseguiam despertar tanta curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o importava muito onde eu estava jogando. A televis\u00e3o podia ser colorida ou preto e branco, pequena ou maior, moderna ou simples. O que realmente importava era que aquele aparelho transmitisse o mundo que o jogo estava disposto a apresentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Passei horas diante de televisores coloridos de 14 e 20 polegadas, mas tamb\u00e9m joguei em pequenas televis\u00f5es preto e branco, daquelas que muitas pessoas traziam do Paraguai. Hoje, quando pensamos em videogames, \u00e9 comum falar sobre resolu\u00e7\u00e3o, HDR, telas gigantes e qualidade de imagem. Naquela \u00e9poca, nada disso fazia parte da conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem podia ter limita\u00e7\u00f5es. O som podia ser simples. A televis\u00e3o podia precisar de ajustes para funcionar corretamente. Mesmo assim, quando o jogo come\u00e7ava, tudo isso ficava em segundo plano. A tecnologia ainda estava longe do que temos atualmente, mas a imagina\u00e7\u00e3o completava aquilo que o hardware n\u00e3o conseguia entregar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Viajar por entre mundos<\/h4>\n\n\n\n<p>Foi justamente essa capacidade de criar mundos que fez o videogame se tornar t\u00e3o marcante para mim. Antes mesmo de entender a parte t\u00e9cnica por tr\u00e1s dos aparelhos, eu j\u00e1 compreendia que existia algo diferente ali. N\u00e3o era apenas assistir a uma hist\u00f3ria acontecer. Eu participava dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a talvez seja uma das maiores for\u00e7as dos jogos eletr\u00f4nicos. Eles permitem que o jogador deixe de ser apenas um observador e passe a fazer parte daquela experi\u00eancia. Cada comando, cada tentativa e cada descoberta criam uma rela\u00e7\u00e3o pessoal que n\u00e3o existe da mesma forma em outras m\u00eddias.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim que come\u00e7ou a minha hist\u00f3ria com videogames.&nbsp;N\u00e3o com uma cole\u00e7\u00e3o de consoles.&nbsp;N\u00e3o com uma marca favorita.&nbsp;N\u00e3o com uma discuss\u00e3o sobre qual aparelho era melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou apenas com uma crian\u00e7a diante de uma televis\u00e3o tentando entender como uma caixa de pl\u00e1stico conseguia criar mundos inteiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto Original: <a href=\"https:\/\/www.comunidademegadrive.com.br\/2026\/07\/videogame-nao-e-coisa-de-crianca-e-parte-da-minha-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comunidade Mega Drive<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de trinta anos jogando videogame, entre consoles, emula\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o por um hobby que ajudou a moldar quem sou.<\/p>\n","protected":false},"author":69,"featured_media":69090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[8,1241,6],"tags":[3708,3705,933,3707,3710,1414,3706,3393,3017,3709],"class_list":["post-69089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-processblasted","category-ultimas-noticias","tag-aluguel-de-jogos","tag-anos-90","tag-consoles-antigos","tag-cultura-gamer-brasileira","tag-historia-gamer","tag-jogos-antigos","tag-locadoras-de-videogame","tag-nostalgia-gamer","tag-revistas-de-videogame","tag-videogames-no-brasil"],"wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-150x150.webp",150,150,true],"cvmm-medium":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-300x300.webp",300,300,true],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-305x207.webp",305,207,true],"cvmm-portrait":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-400x494.webp",400,494,true],"cvmm-medium-square":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-600x494.webp",600,494,true],"cvmm-large":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731.webp",824,494,false],"cvmm-small":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731-130x95.webp",130,95,true],"full":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/605731.webp",824,494,false]},"categories_names":{"8":{"name":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/category\/noticias\/"},"1241":{"name":"Process 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