{"id":69208,"date":"2026-08-07T11:52:41","date_gmt":"2026-08-07T14:52:41","guid":{"rendered":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/?p=69208"},"modified":"2026-08-07T11:52:53","modified_gmt":"2026-08-07T14:52:53","slug":"como-as-revistas-de-videogame-despertaram-minha-paixao-pelos-jogos-eletronicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/como-as-revistas-de-videogame-despertaram-minha-paixao-pelos-jogos-eletronicos\/","title":{"rendered":"Como as revistas de videogame despertaram minha paix\u00e3o pelos jogos eletr\u00f4nicos"},"content":{"rendered":"\n<p>As revistas de videogame fizeram parte da inf\u00e2ncia de milhares de jogadores brasileiros. Muito antes da internet dominar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, elas eram respons\u00e1veis por apresentar novos consoles, revelar jogos in\u00e9ditos e ensinar truques que pareciam imposs\u00edveis de descobrir sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha hist\u00f3ria, elas tiveram um papel ainda maior. N\u00e3o serviram apenas para mostrar novidades ou publicar an\u00e1lises. Elas alimentaram a minha imagina\u00e7\u00e3o, despertaram curiosidade sobre tecnologias que eu sequer conhecia e ampliaram um universo que, at\u00e9 ent\u00e3o, parecia limitado aos poucos videogames que eu encontrava na casa de parentes e amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, olhando para tr\u00e1s, percebo que aqueles exemplares foram muito mais do que simples revistas. Eles funcionavam como verdadeiros pontos de encontro entre jogadores que, muitas vezes, nem se conheciam. Todos liam as mesmas p\u00e1ginas, sonhavam com os mesmos lan\u00e7amentos e imaginavam como seria colocar as m\u00e3os naquele jogo que acabara de aparecer nas fotografias impressas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">As revistas eram o primeiro ponto de encontro<\/h4>\n\n\n\n<p>Como contei anteriormente, eu nunca tive uma prefer\u00eancia por marca. Isso aconteceu de maneira bastante natural, j\u00e1 que cresci jogando em consoles diferentes, sempre gra\u00e7as aos meus primos, amigos e conhecidos. Um dia era Atari 2600. No outro, aparecia um Odyssey\u00b2 ou um Intellivision. Depois surgia outro aparelho completamente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diversidade acabou impedindo que eu criasse aquela rivalidade entre empresas que muitos jogadores desenvolveram mais tarde. Para mim, videogame sempre foi videogame. O importante era descobrir um jogo novo, pouco importando qual logotipo estivesse estampado no console.<\/p>\n\n\n\n<p>As revistas especializadas refor\u00e7aram ainda mais essa forma de enxergar os jogos eletr\u00f4nicos. Elas falavam sobre diferentes fabricantes, mostravam novidades de v\u00e1rias plataformas e deixavam claro que existia um universo muito maior do que aquele que eu conhecia.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o, lembro principalmente da <strong>Videogame<\/strong> e da <strong>A\u00e7\u00e3o Games<\/strong>. Curiosamente, muitas edi\u00e7\u00f5es n\u00e3o chegaram \u00e0s minhas m\u00e3os pelas bancas. Um primo comprava praticamente todas as revistas e, depois de algum tempo, elas acabavam passando pelas minhas m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi folheando aquelas p\u00e1ginas que comecei a perceber o tamanho daquele universo. Cada edi\u00e7\u00e3o parecia abrir uma nova janela para mundos que eu nem imaginava existir. Era imposs\u00edvel terminar uma leitura sem querer experimentar pelo menos alguns daqueles jogos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sem entender a ind\u00fastria, mas pouco importa<\/h4>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, eu ainda n\u00e3o entendia como funcionava a ind\u00fastria dos videogames. N\u00e3o fazia ideia de quem eram as produtoras, as publicadoras ou os desenvolvedores. Tamb\u00e9m desconhecia conceitos como gera\u00e7\u00f5es de consoles, exclusividades ou capacidade t\u00e9cnica do hardware.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, alguma coisa chamava minha aten\u00e7\u00e3o. Bastava olhar aquelas p\u00e1ginas para perceber que existia criatividade sem limites. Parecia haver um jogo para qualquer assunto que algu\u00e9m fosse capaz de imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma p\u00e1gina, eu pilotava carros de corrida em alta velocidade. Logo depois, imaginava um cavaleiro enfrentando monstros medievais. Em seguida, surgia um ninja, um rob\u00f4, um personagem de desenho animado ou um her\u00f3i tentando salvar o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso acontecia apenas virando algumas folhas de papel.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje parece algo comum, porque temos acesso imediato a milhares de v\u00eddeos e capturas de tela. Naquele tempo, por\u00e9m, uma revista conseguia despertar a mesma ansiedade que atualmente sentimos ao assistir a um grande evento de an\u00fancios pela internet.&nbsp;Cada nova edi\u00e7\u00e3o era uma descoberta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Descobrindo um universo muito maior<\/h4>\n\n\n\n<p>Ler revistas de videogame no in\u00edcio dos anos 1990 despertou algo que, hoje, considero fundamental para a minha forma\u00e7\u00e3o como jogador. Elas estimularam uma imagina\u00e7\u00e3o que dificilmente teria sido desenvolvida da mesma maneira em outra \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>As fotografias ocupavam apenas pequenos espa\u00e7os nas p\u00e1ginas. Muitas vezes existiam duas ou tr\u00eas imagens mostrando diferentes momentos da jogabilidade. Ainda assim, aquilo era suficiente para minha cabe\u00e7a construir uma aventura inteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu imaginava como o personagem se movimentava, criava ideias sobre as fases seguintes e tentava descobrir o objetivo daquele jogo apenas observando algumas imagens est\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que isso acontecia porque eu j\u00e1 tinha desenvolvido esse h\u00e1bito em outras leituras. Minha m\u00e3e assinava revistas da Turma da M\u00f4nica e tamb\u00e9m publica\u00e7\u00f5es da Disney. Depois de terminar uma hist\u00f3ria, eu costumava inventar continua\u00e7\u00f5es, criar novos personagens e imaginar aventuras completamente diferentes das publicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando comecei a ler revistas de videogame, o processo foi praticamente o mesmo. A diferen\u00e7a era que, agora, minhas hist\u00f3rias precisavam considerar que algu\u00e9m controlaria aqueles personagens usando um joystick.<\/p>\n\n\n\n<p>As revistas tamb\u00e9m ampliaram a minha vis\u00e3o sobre os pr\u00f3prios videogames.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aquele momento, minha realidade era formada principalmente pelo Atari 2600, pelo Phantom System e por alguns outros aparelhos que apareciam ocasionalmente entre familiares. Eu imaginava que aquele era praticamente todo o universo dos jogos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Come\u00e7ou a paix\u00e3o pela SEGA?<\/h4>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o come\u00e7aram a surgir nomes completamente novos.&nbsp;Master System! Game Gear! Mega Drive!<\/p>\n\n\n\n<p>Cada p\u00e1gina apresentava um console diferente, acompanhado por jogos que pareciam pertencer a outra realidade. Os gr\u00e1ficos eram mais coloridos, os personagens maiores e os cen\u00e1rios transmitiam uma sensa\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que impressionava qualquer crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi justamente atrav\u00e9s dessas revistas que conheci o Mega Drive antes mesmo de jogar nele.<\/p>\n\n\n\n<p>Meses depois, meu primo compraria um aparelho da SEGA. Ao mesmo tempo, eu deixaria o Atari para conhecer o Top Game VG-9000, um dos muitos clones do NES comercializados no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento, sem perceber, eu come\u00e7ava uma nova etapa da minha hist\u00f3ria com os videogames.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dicas que salvavam jogadores<\/h4>\n\n\n\n<p>As revistas de videogame tamb\u00e9m exerciam outra fun\u00e7\u00e3o extremamente importante. Elas n\u00e3o serviam apenas para apresentar consoles ou divulgar lan\u00e7amentos. Muitas vezes, eram a \u00fanica maneira de superar um desafio que parecia imposs\u00edvel. Para muitos jogadores, funcionavam como um verdadeiro manual de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje basta pesquisar qualquer d\u00favida na internet e, em poucos minutos, encontrar uma solu\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, a realidade era completamente diferente. Descobrir um segredo dependia de insist\u00eancia, conversas entre amigos ou das p\u00e1ginas das revistas. Cada nova edi\u00e7\u00e3o trazia a esperan\u00e7a de resolver algum problema antigo.<\/p>\n\n\n\n<p>As se\u00e7\u00f5es de dicas estavam entre as minhas favoritas. Eu lia cada informa\u00e7\u00e3o com aten\u00e7\u00e3o e tentava memorizar c\u00f3digos, atalhos e estrat\u00e9gias. Algumas orienta\u00e7\u00f5es eram enviadas pelos pr\u00f3prios leitores, criando uma troca muito interessante entre pessoas apaixonadas pelos videogames. Era uma comunidade formada muito antes das redes sociais existirem.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, uma simples dica fazia toda a diferen\u00e7a. Bastava descobrir um item escondido ou uma estrat\u00e9gia diferente para finalmente avan\u00e7ar na aventura. Aquilo aumentava ainda mais a import\u00e2ncia das revistas dentro da minha rotina. Elas eram muito mais do que leitura; eram companheiras de cada partida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os famosos &#8220;debulhados&#8221;<\/h4>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das dicas r\u00e1pidas, existiam os famosos detonados. Algumas revistas preferiam cham\u00e1-los de &#8220;debulhados&#8221;, um termo bastante comum entre os leitores daquela \u00e9poca. Eles explicavam praticamente cada etapa da aventura e ajudavam quem havia ficado completamente perdido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses guias mostravam caminhos escondidos, solu\u00e7\u00f5es para enigmas e estrat\u00e9gias para derrotar chefes muito dif\u00edceis. Tamb\u00e9m revelavam itens secretos que provavelmente passariam despercebidos durante uma jogatina comum. Era como receber ajuda de algu\u00e9m que j\u00e1 havia explorado todo aquele mundo antes de voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas pessoas diziam que utilizar um detonado diminu\u00eda a divers\u00e3o. Eu nunca enxerguei dessa maneira. Na verdade, eles permitiam continuar uma aventura que poderia terminar simplesmente pela falta de experi\u00eancia. Afinal, muitos daqueles jogos n\u00e3o eram exatamente amig\u00e1veis com crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda hoje guardo um enorme carinho por essas p\u00e1ginas. Elas me ajudaram a terminar jogos que marcaram minha inf\u00e2ncia e tornaram muitas tardes ainda mais divertidas. Sem aqueles &#8220;debulhados&#8221;, provavelmente algumas aventuras permaneceriam incompletas na minha mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Um jogo continua imposs\u00edvel<\/h4>\n\n\n\n<p>Mesmo com tantas dicas e detonados, existiam jogos que pareciam desafiar qualquer tentativa de compreens\u00e3o. Alguns eram dif\u00edceis por op\u00e7\u00e3o dos desenvolvedores. Outros simplesmente possu\u00edam mec\u00e2nicas confusas, que acabavam transformando pequenos detalhes em enormes obst\u00e1culos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre todos eles, existe um que continua ocupando um lugar especial na minha lista de frustra\u00e7\u00f5es. Estou falando de <strong>Top Gun<\/strong>, lan\u00e7ado para o NES. At\u00e9 hoje considero aquele pouso um dos momentos mais irritantes que j\u00e1 enfrentei em um videogame.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o importava quantas vezes eu lesse as instru\u00e7\u00f5es ou tentasse repetir os movimentos. Sempre parecia faltar alguma informa\u00e7\u00e3o importante para conseguir pousar corretamente. Era uma mistura de tentativa, erro e muita teimosia diante da televis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez algu\u00e9m consiga defender esse jogo com argumentos bastante convincentes. Eu respeito completamente essa opini\u00e3o. Mesmo assim, dificilmente mudarei de ideia sobre ele. Algumas lembran\u00e7as permanecem exatamente como aconteceram, e essa certamente \u00e9 uma delas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quando um p\u00f4ster valia ouro<\/h4>\n\n\n\n<p>Se as reportagens despertavam minha curiosidade, os p\u00f4steres conquistavam definitivamente meu cora\u00e7\u00e3o. Eles levavam os videogames para al\u00e9m da televis\u00e3o e transformavam personagens em parte do meu cotidiano. Eram brindes simples, mas possu\u00edam um enorme valor para qualquer crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Videogame<\/em> e a <em>A\u00e7\u00e3o Games<\/em> n\u00e3o ficaram conhecidas pelos p\u00f4steres. J\u00e1 a <em>SuperGame<\/em> fazia disso um verdadeiro diferencial. Quase toda edi\u00e7\u00e3o trazia uma bela ilustra\u00e7\u00e3o de algum jogo da SEGA, tornando cada exemplar ainda mais especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu primo sempre preservava suas revistas com muito cuidado. Eu, entretanto, tinha outra prioridade quando elas chegavam \u00e0s minhas m\u00e3os. Os p\u00f4steres rapidamente ganhavam um novo destino, mesmo que isso significasse separar algumas p\u00e1ginas da publica\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento, a revista deixava de ser apenas leitura. Ela passava a fazer parte da decora\u00e7\u00e3o do meu quarto e tamb\u00e9m da minha rotina. Bastava olhar para aqueles desenhos para lembrar dos jogos e imaginar novas aventuras.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Meu quarto tamb\u00e9m virou gamer<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o demorou para que a porta do guarda-roupa come\u00e7asse a mudar de apar\u00eancia. Com alguns peda\u00e7os de fita adesiva, ela recebeu ilustra\u00e7\u00f5es de personagens que marcaram minha inf\u00e2ncia. Aqueles desenhos transformavam um m\u00f3vel comum em uma pequena homenagem aos videogames.<\/p>\n\n\n\n<p>Sonic, <em>Fantasia<\/em>, <em>Golden Axe<\/em>, <em>Altered Beast<\/em> e <em>Kid Chameleon<\/em> estavam entre os meus favoritos. Cada novo p\u00f4ster ocupava um espa\u00e7o cuidadosamente escolhido. Aos poucos, parecia que o quarto inteiro acompanhava a minha paix\u00e3o pelos jogos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais curioso \u00e9 que muitos daqueles jogos eu ainda nem possu\u00eda. Mesmo assim, bastava observar as ilustra\u00e7\u00f5es para imaginar como seria explor\u00e1-los. A criatividade fazia o restante do trabalho, exatamente como acontecia durante a leitura das revistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje esses p\u00f4steres despertam o interesse de muitos colecionadores. Para mim, por\u00e9m, o verdadeiro valor sempre esteve nas lembran\u00e7as que eles carregam. Cada peda\u00e7o de papel representa uma fase muito especial da minha vida como jogador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O legado das revistas de videogame<\/h4>\n\n\n\n<p>E isto era s\u00f3 o in\u00edcio. Al\u00e9m dessas revistas, ainda fui leitor da <em>ProGames<\/em>, da <em>Sega Mania<\/em>, da <em>GamePower<\/em>, da <em>SuperGamePower<\/em> e da <em>Gamers<\/em>. Cada uma, \u00e0 sua maneira, conseguiu me conquistar e fazer parte da minha forma\u00e7\u00e3o como jogador.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas estiveram presentes no momento certo da minha vida gamer. Acompanharam uma \u00e9poca sem internet, passaram pela transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e continuaram importantes mesmo depois que a forma de consumir informa\u00e7\u00f5es mudou completamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, manter uma revista mensal \u00e9 algo muito mais complicado. As not\u00edcias chegam rapidamente pela internet e aquilo que antes demorava semanas para alcan\u00e7ar o leitor agora aparece quase instantaneamente. Mesmo assim, ainda existe valor em criar conte\u00fados f\u00edsicos ou digitais voltados para um p\u00fablico espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, quando pego uma edi\u00e7\u00e3o da <em>Game S\u00eanior<\/em>, sinto aquela sensa\u00e7\u00e3o de voltar no tempo. \u00c9 uma lembran\u00e7a gostosa de uma \u00e9poca em que descobrir um jogo novo atrav\u00e9s de algumas p\u00e1ginas impressas j\u00e1 era uma experi\u00eancia especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou muito grato por essas revistas terem sido uma das bases daquilo que sou como gamer. Elas foram t\u00e3o importantes quanto os <strong>meus primeiros videogames<\/strong>, as <strong>locadoras<\/strong>, o <strong>computador<\/strong> e, posteriormente, a <strong>emula\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma dessas experi\u00eancias ajudou a construir minha rela\u00e7\u00e3o com os jogos eletr\u00f4nicos. E ainda existem muitas outras hist\u00f3rias para contar, porque essa paix\u00e3o nunca foi formada apenas pelos jogos, mas tamb\u00e9m por tudo aquilo que existia ao redor deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto original: <a href=\"https:\/\/www.comunidademegadrive.com.br\/2026\/08\/como-as-revistas-de-videogame-despertaram-minha-paixao-pelos-jogos-eletronicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comunidade Mega Drive<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As revistas de videogame fizeram parte da inf\u00e2ncia de milhares de jogadores brasileiros. Muito antes da internet dominar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, elas eram respons\u00e1veis por apresentar novos consoles, revelar jogos in\u00e9ditos e ensinar truques que pareciam imposs\u00edveis de descobrir sozinho. . Na minha hist\u00f3ria, elas tiveram um papel ainda maior. 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