{"id":69275,"date":"2026-08-25T08:40:33","date_gmt":"2026-08-25T11:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/?p=69275"},"modified":"2026-08-25T10:20:02","modified_gmt":"2026-08-25T13:20:02","slug":"exclusivo-pablo-miyazawa-os-bastidores-da-big-n-no-livro-nintendistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/exclusivo-pablo-miyazawa-os-bastidores-da-big-n-no-livro-nintendistas\/","title":{"rendered":"[EXCLUSIVO] Pablo Miyazawa: os bastidores, a hist\u00f3ria e o legado da Big N no Brasil no livro \u2018Nintendistas\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p>A hist\u00f3ria dos videogames no Brasil possui cap\u00edtulos \u00fanicos no mundo e desde a fabrica\u00e7\u00e3o oficial de consoles e cartuchos em solo nacional pela Playtronic at\u00e9 a era de ouro das bancas de jornal capitaneada pela cl\u00e1ssica revista <em>Nintendo World<\/em>. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, essa trajet\u00f3ria ganha um registro hist\u00f3rico definitivo com o livro <strong>Nintendistas<\/strong>, obra financiada via financiamento coletivo que re\u00fane dezenas de depoimentos. Conversamos com um dos autores da obra, o jornalista <strong>Pablo Miyazawa<\/strong>, que nos passou muitas ideias desse projeto e de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" src=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-1024x573.png\" alt=\"Projeto Nintendistas\" class=\"wp-image-69277\" srcset=\"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-1024x573.png 1024w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-300x168.png 300w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-768x430.png 768w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-500x280.png 500w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28-1536x860.png 1536w, https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-28.png 1750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Projeto Nintendistas (Imagem divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em entrevista exclusiva ao <strong>Quebrando o Controle<\/strong>, o autor e ex-integrante da equipe da <em>Nintendo World<\/em> detalha as motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s do projeto, analisa o amadurecimento da comunidade nintendista no pa\u00eds, discute os desafios do mercado editorial impresso e reflete sobre o papel dessa mem\u00f3ria para as novas gera\u00e7\u00f5es de jornalistas e criadores de conte\u00fado. O material ficou muito bom e queremos compartilhar na \u00edntegra com voc\u00eas esse depoimento dessa obra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entrevista sobre o projeto Nintendistas com Pablo Miyazawa<\/h3>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>Voc\u00ea esteve \u00e0 frente das maiores publica\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do jornalismo de games no Brasil, marcando \u00e9poca na Nintendo World. O que o projeto Nintendistas traz de diferente do que j\u00e1 foi feito no passado e por que este \u00e9 o momento ideal para consolidar essa iniciativa no mercado brasileiro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pablo: &#8220;O projeto <em>Nintendistas<\/em> \u00e9 uma homenagem aos tempos em que a <em>Nintendo World<\/em> foi a publica\u00e7\u00e3o de games mais popular do Brasil, e tamb\u00e9m \u00e9 uma homenagem aos mais de 30 anos da chegada oficial da Nintendo no Brasil por meio da Playtronic. <br>Ent\u00e3o, a gente j\u00e1 pode dizer que os f\u00e3s dessa \u00e9poca hoje s\u00e3o adultos e ainda carregam dentro de si a paix\u00e3o pela Nintendo, por seus jogos e suas propriedades. O fato de todos estarem adultos hoje, e ainda muito conectados \u00e0 Nintendo torna esse momento muito importante e, talvez, \u00fanico para a gente criar uma iniciativa que n\u00e3o apenas evoque esses bons tempos, mas tamb\u00e9m conte a hist\u00f3ria que nunca foi contada sobre como a Nintendo resolveu instalar suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil.<br>Foi um momento \u00fanico na hist\u00f3ria dos videogames no mundo, porque o Brasil foi o primeiro pa\u00eds a produzir consoles e jogos da Nintendo fora do Jap\u00e3o. H\u00e1 muitas circunst\u00e2ncias por tr\u00e1s desses fatos que nunca foram devidamente cobertas pela imprensa da \u00e9poca.<br>Ent\u00e3o, aproveitei a minha experi\u00eancia com a Nintendo, trabalhando n\u00e3o s\u00f3 na Playtronic, mas tamb\u00e9m na revista , para reunir as pessoas que acho que foram importantes para essa trajet\u00f3ria. Entrevistei dezenas dessas pessoas e juntei tudo em uma narrativa no formato de hist\u00f3ria oral, que conta uma vers\u00e3o desses fatos que acho que vai ser muito interessante para os velhos f\u00e3s e tamb\u00e9m para quem se interessa por videogames de modo geral, em saber como \u00e9 que as coisas aconteceram naquela \u00e9poca e por que a Nintendo ainda \u00e9 a marca de videogame mais amada e cultuada no Brasil.<br>Existem bons motivos para isso, e quem ler o livro <em>Nintendistas<\/em> vai compreender melhor ouvindo as experi\u00eancias das pessoas que estavam l\u00e1.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>A comunidade Nintendo no Brasil \u00e9 diversa, vai desde quem viveu a era de ouro das revistas at\u00e9 a nova gera\u00e7\u00e3o que conheceu o Switch. Como a linha editorial do Nintendistas vai dosar a preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e o apelo nost\u00e1lgico com a cobertura r\u00e1pida e anal\u00edtica que o p\u00fablico jovem consome hoje?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pablo: &#8220;Bom, eu entendo que o livro <em>Nintendistas<\/em> \u00e9 muito carregado de conte\u00fado, no bom sentido. E isso foi proposital, porque, por mais que hoje em dia a cobertura de videogames seja muito mais r\u00e1pida e em formatos digitais, eu acho que ainda existe interesse e espa\u00e7o para um produto que se dedique mais \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o passe apenas superficialmente pelos fatos.<br>Ent\u00e3o, apesar de a nostalgia estar muito envolvida nessa investiga\u00e7\u00e3o que a gente fez, tamb\u00e9m houve uma preocupa\u00e7\u00e3o da nossa parte em contar a hist\u00f3ria de um jeito que os mais jovens tamb\u00e9m v\u00e3o se interessar e v\u00e3o compreender.<br>Por mais que a gente saiba que os novos apreciadores da Nintendo estejam acostumados a outros formatos de comunica\u00e7\u00e3o e que a revista, por exemplo, seja uma coisa que nem fez parte da vida dessas pessoas, a gente acredita que um livro que re\u00fana essas hist\u00f3rias, essas informa\u00e7\u00f5es que se perderam no tempo, pode ser um produto que vai interessar a pessoas mais acostumadas a consumir v\u00eddeos curtos em redes sociais.<br>E, com certeza, os f\u00e3s antigos tamb\u00e9m v\u00e3o apreciar a narrativa do livro, mas eu n\u00e3o deixei de me preocupar com os poss\u00edveis novos leitores, que certamente v\u00e3o descobrir no livro coisas que n\u00e3o s\u00e3o contadas nos sites ou nos v\u00eddeos de hoje em dia.<br>Enfim, \u00e9 um produto feito, pensado para todos os p\u00fablicos f\u00e3s da Nintendo, mas, com certeza, vai atingir com mais for\u00e7a aqueles que vivenciaram essa \u00e9poca pessoalmente e que hoje ainda apreciam a Nintendo de alguma forma. Acho que \u00e9 isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>O jornalismo especializado em games passou por transforma\u00e7\u00f5es profundas, migrando das bancas para a depend\u00eancia de algoritmos e, mais recentemente, para o financiamento direto da comunidade. Qual o papel da campanha de financiamento coletivo n\u00e3o s\u00f3 para viabilizar o Nintendistas, mas para garantir independ\u00eancia editorial a longo prazo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Bom, eu n\u00e3o sei se o financiamento coletivo garante independ\u00eancia editorial a longo prazo. Fizemos o <em>crowdfunding<\/em> pensando em viabilizar o projeto <em>Nintendistas<\/em>, que \u00e9 esse livro. E foi uma surpresa perceber a ades\u00e3o do p\u00fablico, n\u00e3o apenas pessoas na faixa dos 35+, 40+, mas tamb\u00e9m muitos jovens que come\u00e7aram a jogar Nintendo nas plataformas mais recentes, o que significa que a hist\u00f3ria da Nintendo fascina qualquer faixa et\u00e1ria, qualquer gera\u00e7\u00e3o.<br>O <em>crowdfunding<\/em> tornou poss\u00edvel esse sonho de lan\u00e7ar um livro t\u00e3o denso e extenso, s\u00e3o mais de 280 p\u00e1ginas, n\u00e9? Algo que nunca foi feito provavelmente no mercado editorial brasileiro sobre a marca Nintendo.<br>E, talvez, sem o apoio desses seguidores, de todos os apoiadores que a gente conseguiu angariar em duas campanhas nos \u00faltimos dois anos, tornou poss\u00edvel a gente fazer um produto de luxo, com acabamento <em>premium<\/em> e com a participa\u00e7\u00e3o de muitos colaboradores. Ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 nem para dizer que \u00e9 uma revista glorificada: \u00e9 um livro de capa dura que vai ficar bonito nas estantes de todo mundo que \u00e9 f\u00e3 da Nintendo.<br>A gente nunca vai conseguir agradecer o suficiente a ades\u00e3o dos f\u00e3s que se comprometeram com a nossa causa e que queriam ver uma obra como essa ver a luz do dia. Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que o <em>crowdfunding<\/em> se torne realmente uma ferramenta essencial para a gente conseguir viabilizar novos produtos editoriais no futuro, porque a gente sabe que o mercado hoje \u00e9 diferente, os custos para se produzir um produto de papel s\u00e3o bem maiores do que eram 20 anos atr\u00e1s.<br>Mas a gente percebeu que existe uma parcela consider\u00e1vel dos jogadores e f\u00e3s da Nintendo que est\u00e1 disposta a ajudar esse tipo de produto. Isso encoraja a gente a pensar a respeito de novos projetos e formatos no futuro, e certamente o <em>crowdfunding<\/em> vai ser levado em considera\u00e7\u00e3o para essas empreitadas. N\u00e3o consigo garantir ainda o que a gente vai fazer, mas j\u00e1 estamos arquitetando aqui nossos pr\u00f3ximos passos, que certamente v\u00e3o se aproximar bastante do que o p\u00fablico espera hoje em dia.<br>A gente sabe que n\u00e3o tem uma grande fartura de produtos desse tipo,  muito pelo contr\u00e1rio. Ent\u00e3o, com a ajuda dos apoiadores, a gente vai conseguir arquitetar coisas muito legais a\u00ed para o futuro. Fiquem ligados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>O termo &#8216;nintendista&#8217; j\u00e1 foi usado tanto como elogio quanto como r\u00f3tulo pejorativo. De que forma o projeto pretende ressignificar e valorizar essa identidade dentro da cultura brasileira, sem cair na bolha ou no fanatismo cego?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pablo: &#8220;Realmente, nintendista \u00e9 um termo que j\u00e1 foi quase um palavr\u00e3o. O p\u00fablico de games consegue ser bastante t\u00f3xico e separar os f\u00e3s em pequenas bolhas. Ent\u00e3o quem \u00e9 f\u00e3 de uma plataforma normalmente n\u00e3o gosta da outra, e com a Nintendo n\u00e3o poderia ser diferente. Mas a gente tamb\u00e9m percebeu que os f\u00e3s da Nintendo que hoje assumem o r\u00f3tulo de nintendistas com orgulho s\u00e3o diferenciados. Porque, apesar de serem muito fan\u00e1ticos e, &#8216;passarem pano&#8217; para a Nintendo em muitas das suas atitudes ao longo dos anos, tamb\u00e9m \u00e9 um p\u00fablico que sabe ser cr\u00edtico, n\u00e9? Que sabe demandar quando precisa. Que \u00e9 bastante vocal nas redes sociais.<br>E percebeu-se que ser nintendista n\u00e3o precisa ser algo ruim, pelo contr\u00e1rio. No come\u00e7o da trajet\u00f3ria desse livro, a gente n\u00e3o sabia muito bem como a gente trataria essa quest\u00e3o: &#8216;Ser nintendista \u00e9 algo bom? As pessoas gostam de ser nintendistas?&#8217;. E a gente foi descobrindo que todo mundo que trabalhou com a Nintendo de alguma forma, todo mundo que acompanhou essa marca no Brasil, n\u00e3o tem problema em ser chamado de nintendista. Muito pelo contr\u00e1rio: virou motivo de orgulho, de bater no peito.<br>N\u00e3o d\u00e1 nem para associar com torcer para um time de futebol ou seguir uma religi\u00e3o, \u00e9 algo mais ou menos no meio do caminho. O nintendista \u00e9 algu\u00e9m que sabe compreender a import\u00e2ncia dessa marca, mas tamb\u00e9m sabe criticar. E acho que isso que encorajou a gente a dar o nome ao livro de <em>Nintendistas<\/em>.<br>Porque, no fim das contas, ser nintendista \u00e9 algo que as pessoas gostam de assumir, vestir a camisa. E que, se a pessoa \u00e9 uma apreciadora da Nintendo, se a pessoa teve contato com a Nintendo em sua vida e isso a transformou, ela acaba sendo uma nintendista tamb\u00e9m.<br>Ent\u00e3o, espero que os leitores do <em>Nintendistas<\/em> percebam que a nossa tentativa de valorizar essa paix\u00e3o tenha sido bem-sucedida, porque todos que produziram esse livro, todo mundo que foi ouvido para esse livro e que trabalhou nesse livro se considera nintendista de alguma maneira. Eu, principalmente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>Muitos projetos focados em nichos espec\u00edficos apostam na experi\u00eancia t\u00e1til do impresso em formatos multim\u00eddia fechados. O que os apoiadores da campanha podem esperar em termos de entreg\u00e1veis e formatos de conte\u00fado? Existe o desejo de resgatar o esp\u00edrito das bancas de jornal em algum formato f\u00edsico especial?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pablo: &#8220;Ent\u00e3o, a gente ainda t\u00e1 planejando o que a gente vai fazer daqui para frente. Eu n\u00e3o quero anunciar nada antes de cada apoiador receber o livro em casa. <br>E esse processo t\u00e1 acontecendo nesse exato momento. Foi realmente uma longa jornada de dois anos entre o in\u00edcio da campanha, a produ\u00e7\u00e3o do livro e, finalmente, ele estar nas nossas m\u00e3os. Ent\u00e3o, a gente quer saborear essa vit\u00f3ria,  que foi muito custosa pra gente, para todos os envolvidos.<br>Mas, como eu falei anteriormente, \u00e9 muito prov\u00e1vel que a gente v\u00e1 seguir fazendo, criando e pensando em produtos que possam agradar a esse p\u00fablico que apoiou o <em>Nintendistas<\/em> em forma de livro. A gente j\u00e1 falou que pretendemos fazer um document\u00e1rio baseado no livro, mas tamb\u00e9m como algo complementar. Isso t\u00e1 nos nossos projetos, tanto que a gente prometeu um <em>teaser<\/em> sobre esse poss\u00edvel document\u00e1rio para aproveitar as muitas imagens de arquivo que a gente tem guardadas.<br>Existem planos assim de fazer mais produtos impressos aos moldes do <em>Nintendistas<\/em>. Com qual frequ\u00eancia, a gente ainda n\u00e3o sabe, depende muito da recep\u00e7\u00e3o das pessoas. Mas o que eu posso dizer \u00e9 que a gente descobriu um fil\u00e3o a\u00ed. A gente descobriu que esse p\u00fablico \u00e9 realmente muito dedicado, ele gosta de se engajar e apoiar esse tipo de causa, e est\u00e3o dispostos a investir se perceberem que o produto vale a pena.<br>Ent\u00e3o, a gente vai aguardar ansiosamente a recep\u00e7\u00e3o dos leitores pelo livro e esperar que isso os torne mais propensos a apoiar futuras empreitadas que a gente venha a criar. Mas eu ainda n\u00e3o posso falar o que a gente tem planejado a\u00ed no nosso <em>pipeline<\/em>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>QoC: <strong>Analisando a trajet\u00f3ria da imprensa de games no Brasil, do fim dos anos 90 at\u00e9 2026, qual voc\u00ea gostaria que fosse o principal legado do Nintendistas para a nova gera\u00e7\u00e3o de produtores de conte\u00fado e jornalistas de games no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Olha, foi muito legal, ao fazer o <em>Nintendistas<\/em>, perceber que a <em>Nintendo World<\/em>, a revista da qual eu fiz parte, que foi o meu primeiro trabalho nesse segmento, deixou uma marca t\u00e3o importante nos cora\u00e7\u00f5es das pessoas.<br>Eu sei de muita gente que pensou em ser jornalista, em trabalhar com games, porque era leitor da <em>Nintendo World<\/em>. E, certamente, se a revista n\u00e3o tivesse causado esse impacto, a gente n\u00e3o estaria fazendo o <em>Nintendistas<\/em> tanto tempo depois. O <em>Nintendistas<\/em> s\u00f3 existe porque a <em>Nintendo World<\/em> fez algo muito importante l\u00e1 atr\u00e1s, que marcou o suficiente para as pessoas quererem reviver de alguma forma aquela \u00e9poca.<br>Ent\u00e3o, eu acho que, mais do que um legado do livro <em>Nintendistas<\/em>, \u00e9 tamb\u00e9m importante a gente valorizar o legado que a <em>Nintendo World<\/em> deixou e que ainda \u00e9 aproveitado at\u00e9 hoje, n\u00e9?<br>Ent\u00e3o, se o <em>Nintendistas<\/em> realmente se tornar um material importante para o futuro do &#8216;nintendismo&#8217; no Brasil, muito desse m\u00e9rito vai para a <em>Nintendo World<\/em>. Como eu falei, n\u00e3o existiria um sem o outro. Mas eu t\u00f4 muito satisfeito com o resultado final do <em>Nintendistas<\/em>, eu espero que ele se torne uma refer\u00eancia para os novos produtores de conte\u00fado, para os novos f\u00e3s da Nintendo, eu vou ficar muito feliz.<br>Significa que a gente respeitou o legado original da <em>Nintendo World<\/em> e a gente conseguiu dar continuidade para uma coisa muito legal, muito bonita, que a gente come\u00e7ou quase 30 anos atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Entrevista realizada por \u00e1udio transcrito para este portal.<\/p>\n\n\n\n<p>Agradecemos ao amigo <strong>Pablo Miyazawa<\/strong> por este depoimento sobre esse trabalho que com certeza ficar\u00e1 marcado como uma pesquisa que far\u00e1 parte da hist\u00f3ria dos videogames no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens: Cartarse &#8211; Projeto Nintendistas (Divulga\u00e7\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro Nintendistas, obra financiada via financiamento coletivo que re\u00fane dezenas de depoimentos. Conversamos com um dos autores da obra, o jornalista Pablo Miyazawa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69276,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3731,269,3732],"class_list":["post-69275","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias","tag-nintendistas","tag-nintendo","tag-pablo-miyazawa"],"wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-150x150.png",150,150,true],"cvmm-medium":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-300x300.png",300,300,true],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-305x207.png",305,207,true],"cvmm-portrait":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-400x600.png",400,600,true],"cvmm-medium-square":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-600x600.png",600,600,true],"cvmm-large":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27.png",935,627,false],"cvmm-small":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27-130x95.png",130,95,true],"full":["https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-27.png",935,627,false]},"categories_names":{"6":{"name":"\u00daltimas not\u00edcias","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/category\/noticias\/ultimas-noticias\/"}},"tags_names":{"3731":{"name":"Nintendistas","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/tag\/nintendistas\/"},"269":{"name":"Nintendo","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/tag\/nintendo\/"},"3732":{"name":"Pablo Miyazawa","link":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/tag\/pablo-miyazawa\/"}},"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69275"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69275\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69285,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69275\/revisions\/69285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quebrandocontrole.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}