O Bojogá, museu virtual há cerca de dez anos online e reconhecido por sua atuação como fonte de cultura sobre jogos digitais, conquistou uma nova condição administrativa, convertido agora como Instituto de Inovação em Jogos.
Segundo Daniel Gularte, docente universitário voltado à linguagem dos games e curador do museu, “muda tudo” a partir dessa nova classificação institucional.
“Eu era um professor pesquisador CPF [isso é, como pessoa física]”, explicou Gularte em rápido bate-papo com o Quebrando o Controle. “Agora, é uma OS [Associação Civil de Direito Privado], com CNPJ”, enfatizou, detalhando o caráter “sem fins lucrativos, de natureza social, educacional e cultural” do projeto.
“Estamos com a empresa incubada na UFC – Universidade Federal do Ceará e estamos aplicando nossas metodologias de projeto de games para o ecossistema”, comentou, indicando a amplitude de ações agora viáveis como os trabalhos a serem desenvolvidos pelo instituto.
Como objetivos da nova entidade, estão processos que visam dinamizar a cultura relacionada aos games como expressão contemporânea, tais como promover experiências e difundir conhecimentos através da Gamecultura visando a inclusão, letramento e transformação digital do cidadão, promover os jogos em sua dimensão plena, preservar a história e o patrimônio dos jogos locais, regionais, nacionais e internacionais e contribuir com uma sociedade mais justa, democrática e solidária, promovendo a sustentabilidade, a felicidade e todos os direitos através das iniciativas de jogos, entre outros valores.
Mais informações sobre o instituto podem ser acessadas diretamente no site Bojogá.
Imagem: reprodução

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.