Quanto de alguém precisa desaparecer para você sentir que perdeu?

A demência não começa com a ausência, mas com pequenas perdas que acontecem enquanto a pessoa ainda está ali. Neste texto, parto do filme Meu Pai e dialogo com Para Sempre Alice para refletir sobre a experiência de ver alguém se transformar aos poucos, sobre o luto que começa antes da despedida e sobre a necessidade de reconstruir o amor quando a memória já não sustenta o vínculo. Entre a clínica e o cinema, uma pergunta permanece: quanto de alguém precisa desaparecer para que sintamos que já perdemos?

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Transtorno dissociativo de identidade: entre o espetáculo e a realidade

O transtorno dissociativo de identidade (TDI) é frequentemente distorcido pelo cinema, que o retrata como algo espetacular, violento ou exagerado. Na realidade, trata-se de uma condição rara, ligada a traumas profundos e marcada por fragmentação da identidade e lacunas de memória. O texto esclarece mitos, explica critérios clínicos e diferencia ficção de realidade.

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Por que o passado parece um lugar melhor?

A nostalgia como abrigo Essa semana falamos sobre nostalgia no Encontroverso. Entre lembranças de filmes, músicas, videogames e histórias de infância, surgiu aquela sensação seguida de uma constatação curiosa que muita gente reconhece imediatamente. A impressão de que certas coisas eram melhores no passado. Melhores ou, pelo menos, mais intensas. Depois que o episódio foi […]

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Atenção, concentração e o erro que quase todo mundo comete

Uma confusão comum que muda tudoAtenção e concentração costumam ser usadas como sinônimos, mas essa troca aparentemente inofensiva gera muita confusão, não só para você quem vem aqui pra ler um pouco de nerdice com saúde mental, mas também para o profissional de saúde mental. E não é só uma questão de linguagem. Entender a […]

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Efeito Tetris da vida moderna: Quando o cérebro continua rodando padrões mesmo fora do jogo

O jogo que não desligava quando o console era desligado Existe um fenômeno curioso descrito originalmente em jogadores de Tetris: depois de horas encaixando peças, o cérebro continua tentando organizar o mundo em blocos, mesmo longe da tela. Pessoas relatavam olhar prédios, caixas, prateleiras e imaginar automaticamente como tudo poderia se encaixar melhor. Algo parecido […]

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Encerramentos de Ciclo: A última fase antes do próximo início

Mais um ano vai se encerrandoSemana passada não coloquei nenhum texto na coluna… falha minha que peço perdão pelo fato de estarmos numa época de comemorações, reflexões e planejamentos… mas mesmo assim, uma fase de muito trabalho. Mais um ano vai se encerrando, mais um ciclo vai se fechando. Aqui não temos um checkpoint, temos […]

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A Síndrome do Big Brother: A fadiga de ser assistido o tempo todo

Quando a sensação de estar sendo observado nunca desligaExiste um cansaço novo circulando por aí. Ele não vem do esforço físico nem apenas do excesso de tarefas, mas da sensação constante de estar sendo visto, avaliado e comparado. Mesmo quando ninguém está olhando de fato, o olhar permanece internalizado. Vivemos como se houvesse sempre uma […]

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Enquanto você teme a IA, alguém já a está usando contra você no mercado de trabalho

Não há bolha de IA: destruição criativa, trabalho e o que realmente está em jogo Durante muito tempo, a inteligência artificial foi um tema distante. Algo restrito a filmes de ficção científica, a discussões acadêmicas ou a matérias sobre um futuro sempre adiado. Eu mesmo, apesar de acompanhar tecnologia há anos, via a IA mais […]

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Efeito Mandela das Cores: quando o cérebro inventa o que não existe

Quando o cérebro cria realidades própriasEsses dias estava lendo um conto do H.P. Lovecraft, “A Cor Que Caiu do Espaço”, e me perguntei: é possível imaginar uma cor que não existe? Acho que todo mundo gosta de especular… seja sobre universos paralelos e realidades alternativas, seja sobre coisas inimagináveis… E aí decidi pesquisar sobre o […]

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O medo da melhora: Como nossa mente pode tentar nos derrubar?

Quando ficar bem também assustaQuem trabalha em saúde mental aprende rápido que tratar um sofrimento não é feito apenas de sintomas que diminuem e qualidade de vida que aumenta. Existe uma etapa silenciosa, muitas vezes ignorada, que pode ser tão desafiadora quanto o próprio adoecimento. É o momento em que o paciente começa a melhorar […]

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