Quanto de alguém precisa desaparecer para você sentir que perdeu?
A demência não começa com a ausência, mas com pequenas perdas que acontecem enquanto a pessoa ainda está ali. Neste texto, parto do filme Meu Pai e dialogo com Para Sempre Alice para refletir sobre a experiência de ver alguém se transformar aos poucos, sobre o luto que começa antes da despedida e sobre a necessidade de reconstruir o amor quando a memória já não sustenta o vínculo. Entre a clínica e o cinema, uma pergunta permanece: quanto de alguém precisa desaparecer para que sintamos que já perdemos?
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