Furiosa: Uma Saga Mad Max [2024] – Por José Santiago

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Filmes de vingança sempre têm seu charme. Não conseguimos controlar o impulso na hora de morder o canto da boca torcendo para o mocinho, neste caso a mocinha, derrotar o vilão.

“Furiosa”, um spin-off prequela da franquia cult-nostálgica Mad Max, dirigido por George Miller, o mesmo que há 9 anos trouxe às telas de cinema o filme que provavelmente seja o melhor filme de ação de sua década, apresenta-nos a jovem cujo nome intitula o filme.

Ela é raptada de seu lar pacato e jogada num mundo de miséria e morte. Um mundo pós-apocalíptico onde gangues de motoqueiros e saqueadores lutam por comida, água, armas e combustível. Neste mundo, ela presencia barbáries que marcam a vida de qualquer ser humano, e é nele que ela cresce. Provavelmente você, leitor, já tenha visto essa história contada algumas vezes com algumas variações em seus detalhes.

Sim, o filme não reinventa a roda ao contar uma história de vingança, ele segue um padrão já repetido nas telas, o que pode ser um ponto fraco no roteiro.

Já jovem adulta, Furiosa, agora interpretada pela esplendorosa Anya Taylor-Joy, carinhosamente apelidada de “A Gambito” nas conversas do Encontroverso, continua sua busca por vingança contra aqueles que a fizeram sofrer na infância.

Agora, ela faz parte do círculo que já conhecemos em 2015 no filme-sequência e é uma das pretorianas do Immortan Joe. Não quero contar muitos detalhes do que acontece no filme, mas quero tecer algumas opiniões sobre o que pude perceber.

O filme segue a mesma estética de “Estrada da Fúria”, mas carece do mesmo impacto que este teve. Em 2015, fomos surpreendidos com os barulhos de motores, sons de guitarras distorcidas, poeira, gritos e explosões.

Aqui, o diretor tentou revisitar os mesmos elementos, mas sem o poder da surpresa. Além disso, o filme sofre de um problema comum às prequelas: já sabemos o futuro da protagonista. Assim, o mistério sobre seu sucesso na missão não nos causa tensão; apenas queremos saber o caminho que ela tomará para chegar ao destino.

Ao contrário do que alguns críticos poderiam alegar, a protagonista franzina não usa seu físico contra brucutus bem maiores que ela para vencê-los. Ela usa sua inteligência, agilidade e alguns gadgets.

Portanto, qualquer tentativa de desmerecer o filme pelo protagonismo feminino perde força com a escolha dos roteiristas. O maior defeito do filme é começar de um ponto desconhecido e terminar num ponto já sabido, o que diminui o prazer da expectativa.

A duração do filme não atrapalhou, mas acredito que poderia ter alguns minutos a menos. Em determinado momento, eu quis apertar o botão de pause para ver quanto tempo faltava.

Isso pode ser um indicativo de que a narrativa naquele momento parecia menos interessante do que a torta de cookie que minha filha pediu para eu comprar na saída do filme.

Vale o ingresso? Sim! E, se puder, assista em IMAX, pois os sons e as cores continuam sendo um ponto forte, ainda que não sejam mais uma surpresa como antes.

Furiosa: Uma Saga Mad Max – 8/10

Imagem: Byte Furado

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