Game Jam Plus traz uma visão da indústria, afirmam universitários de Fortaleza na Semifinal em SP

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Durante a realização da Semifinal Brasil da Game Jam Plus 2026, o Quebrando o Controle teve a oportunidade de conversar com dois jovens alunos dos cursos da UNIFOR, a Universidade de Fortaleza, presentes nesta fase do evento e selecionados para a próxima fase de aceleração dos jogos com a produção de seus trabalhos na maratona de jogos.

Felipe Cassiano recém formado em Ciência da Computação na UNIFOR, Tech Lead do Laboratório de inovação da UNIFOR (VORTEX) e Igor Andrade, aluno do curso de Ciência da Computação da UNIFOR e estagiário de desenvolvimento full-stack e IA no VORTEX, no Ceará, participam pela Sede UNIFOR do grupo de estudos GADGET (Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games, Entretenimento e Tecnologia), são também integrantes do laboratório de pesquisa e inovação pertencente a universidade (VORTEX), com projetos voltados a sistemas diversos, como desenvolvimento Web, mobile, inteligência artificial e jogos digitais, entre outros.

No bate-papo, os jammers – termo carinhosamente utilizado no evento para se referir aos participantes das jornadas de produção de jogos do projeto – comentaram sobre sua vivência com este evento e o diferencial da experiência para suas vidas pessoais e sobretudo profissionais.

Imagem: Felipe e Igor fazem parte da equipe Gato Alienígena participante da Game Jam Plus

Igor confirma estar participando de um processo de game jam pela primeira vez e, como afirmou, “não sabia meio de nada, a universidade apresentou a game jam como uma extensão e o pessoal do Laboratório VORTEX, que é onde eu trabalho, na UNIFOR, principalmente a galera dos games, e me colocaram pra fazer junto com eles”, explicou ao Quebrando o Controle.

Felipe teve uma primeira participação na game jam de 2025, mas comentou que seu time não avançou para as etapas posteriores, por um equívoco de agendas, fruto da distância decorrente do trabalho remoto entre todos, mas produziu nas 48 horas de duração da maratona um game em Realidade Virtual. “Nesta segunda vez [no evento], a gente se conhecia, combinou de se encontrar em casa, com todos no mesmo ambiente e aí a gente conseguia se comunicar muito facilmente”, contou à reportagem, evidenciando que estes fatores auxiliaram na qualidade da produção final selecionada para a semifinal.

Para o jovem, tanto a participação em 2025, quanto esta nova incursão no projeto foram muitos positivas. “Ambas as experiências foram muito gratificantes”, avaliou.

“Eu já tinha tido outros momentos de network”, observou Igor, quando perguntado sobre o festivo momento de trocas no ambiente de premiação da etapa do projeto em São Paulo, que aconteceu no último dia sete de março, na Hub Green Sampa, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital. “Nesses momentos eu gosto de entender o jogo, saber o que as pessoas fizeram, como elas produziram e a partir daí vai surgindo o contato, falando das experiências pessoais, e é nesse momento que eu acho que acontece a verdadeira troca”, ponderou.

“Achei muito interessante essa questão da internacionalização, de chamar pessoas de fora para interagir com a gente, porque abre mais oportunidades de mercado e de contatos”, acrescentou Felipe, afirmando que tiveram a oportunidade de conversas com pessoas da Argentina e Equador, entre outros países, e que “esse contato é algo que pode mudar a vida de uma pessoa no âmbito profissional.”

“O principal diferencial da Game Jam Plus em relação às outras game jams, é trazer uma visão mais voltada à indústria”, sentenciou Felipe, salientando que os outros eventos se focam mais na temática do processo, no jogo resultante da experiência dos participantes e na avaliação final da produção elaborada na maratona de 48 horas. “Como a primeira fase da GJ+ não é eliminatória, a gente passa por incubação, semifinal e aceleração e em muitas dessas etapas a gente tem alguma mentoria relacionada à indústria, [como] abrir uma empresa, trazer investidores, newtworking, então, tem sido muito enriquecedora essa experiência, para expandir nossos horizontes como desenvolvedores e como profissionais”, sugeriu.

O responsável pela SEDE UNIFOR, o professor do Curso de Ciências da Computação e Fellow da GJ+ (termo usado para os organizadores de sede), Izequiel Norões, comentou: “Estou muito feliz de notar a evolução de nossa sede em Fortaleza, pela nossa Universidade, tivemos um crescimento e um engajamento muito maior nesta segunda participação, e agora com 2 equipes dentre as 11 que tivemos inscritos nesta edição mostra a capacidade e potencial que nossos alunos possuem. Criamos um grupo de estudos focado em jogos em 2025, o GADGET e por meio deste e parcerias com a do laboratório VORTEX criamos a nossa SEDE da Game Jam Plus e já vamos na segunda participação no evento. Esperamos que possamos ter uma melhor qualificação dos nossos trabalhos na etapa de aceleração e melhorar ainda mais os jogos de nossos Jammers”.

A sede GADGET/UNIFOR está ainda na competição com 2 jogos indo para a fase de aceleração que acontece de 09 de março até o dia 05 de abril, podendo ainda serem classificados para a grande final que acontece no dia 14 de maio em Brasília. Vejam os jogos das equipes desta sede a seguir:

A GJ+ é um projeto que acaba de completar uma década realizando processos imersivos de game design para jovens de todo o Brasil e também do exterior, com participantes de diversos países da América Latina e de outros continentes.

Imagem: registro fotográfico de Kao Tokio e Izequiel Norões

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