O ecossistema tecnológico do Nordeste recebe nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, a 4ª edição do GPTI Connect 2026. O encontro corporativo ocupa o salão de eventos do Hotel Vila Galé Fortaleza, na Praia do Futuro, das 8h às 18h. A organização projeta reunir cerca de 300 profissionais, abrangendo gestores de TI, líderes empresariais, analistas e técnicos. Além disso, o fórum celebra antecipadamente o Dia do Profissional de TI, comemorado nacionalmente em 19 de outubro. Com o tema central “TI Estratégica que Move o Negócio”, as discussões miram a governança de dados, inteligência artificial, automação e cibersegurança. As pré-inscrições gratuitas já se esgotaram e a participação é exclusiva para convidados.
Atrações principais do GPTI Connect 2026 e foco técnico
A curadoria técnica deste ano prioriza a aplicação real das tecnologias emergentes, descartando promessas conceituais desvinculadas da rentabilidade empresarial. Por isso, a programação escalou nomes de ponta do setor corporativo e da segurança da informação.
Da teoria à produção: os dilemas de dados e IA
Leandro Siminovich, executivo com mais de 35 anos de bagagem em tecnologia e liderança, apresenta uma das palestras mais aguardadas: “Como a TI pode atrapalhar a implantação de IA nas organizações?”. A abordagem questiona como processos excessivamente burocráticos atrasam projetos disruptivos.
Paralelamente, Jackson Ribeiro, Head of Data na Darede, expõe um problema crônico na palestra “Do piloto à produção: por que 95% da IA corporativa não chega à operação?”. Ribeiro analisa falhas arquiteturais e de engenharia que impedem provas de conceito de sustentarem cargas de trabalho em larga escala.
Complementando o pilar analítico, Eder Balbino conduz a apresentação “Sua empresa tem dados, mas eles estão gerando valor?”. O especialista demonstra como estruturar ecossistemas cognitivos eficientes sem inflar custos de infraestrutura.
Hardware e cibersegurança no centro das atenções
Davi Mikael, amplamente reconhecido no meio técnico como Penegui, comanda a frente de segurança ofensiva. Com mais de 500 mil seguidores no Instagram e sólida reputação em segurança de hardware, o pesquisador apresenta a palestra “Vulnerabilidade no Pix por aproximação”. Portanto, o foco técnico se volta contra falhas de implementação física e vetores de ataque em meios de pagamento instantâneos.
A grade contempla ainda o painel “Ninna Hub – 3º Tempo: Transformação Digital: O impacto da IA nos negócios”. O debate reúne lideranças estratégicas para traçar um panorama dos reflexos da automação avançada no mercado regional e nacional.
GPTI Connect Podcast: Cobertura conjunta com o Encontroverso
Para ampliar o acesso aos debates técnicos para além dos limites do auditório, o portal Quebrando o Controle firmou parceria de cobertura com o canal Encontroverso. Juntas, as equipes realizam o GPTI Connect Podcast, gerando conteúdo analítico diretamente do espaço do evento.
A bancada recebe o comando dos apresentadores Izequiel Norões e José Maria Santiago. A dupla conduzirá entrevistas aprofundadas com os palestrantes, organizadores e tomadores de decisão presentes. Dessa maneira, a iniciativa levará ao público discussões de bastidores, detalhamentos sobre arquitetura de dados e lições práticas compartilhadas pelos especialistas da conferência.
O amadurecimento corporativo e os riscos da adoção precipitada
A realização de um evento com essa densidade no Ceará comprova que a governança tecnológica deixou de ser mero suporte administrativo. Durante anos, as organizações encararam infraestrutura e segurança da informação como centros de custos secundários. No entanto, a popularização de modelos cognitivos e de transações financeiras velozes impõe novas exigências de conformidade e resiliência.
A escolha dos temas reflete uma maturidade bem-vinda: a indústria começa a substituir o entusiasmo ingênuo por métricas pragmáticas de retorno sobre investimento (ROI). Projetos de tecnologia que não solucionam problemas operacionais reais drenam orçamentos e geram vulnerabilidades graves. A longo prazo, apenas empresas com arquiteturas escaláveis e segurança em camadas conseguirão sustentar a transformação digital sem comprometer seus ativos fundamentais.
Como a sua organização gerencia hoje o abismo entre o desenvolvimento de provas de conceito de IA e a operação produtiva em larga escala? Participe do debate técnico e compartilhe suas impressões no espaço de comentários.
Fontes
Não deixe de comentar, compartilhar e apoiar nosso site —http://apoia.se/qoc
