Ideias em Jogo: Aprender jogando – Uma saída para o apoio do ensino de programação

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TopoIdeias22092015

Programar, para muitos é um problema, mas depois acaba tornando-se divertido e muito proveitoso, sem falar do apoio ao desenvolvimento do raciocínio lógico, percepção sistêmica e uma série de outras vantagens para uma das áreas que encabeçam hoje o mercado de procura de profissionais de tecnologia do Brasil.

Contudo, nos núcleos de formação, sejam eles de nível profissionalizante ou mesmo nível superior, há um grande dilema que eu costumo chamar de divisor de águas, onde somente os heróis sobrevivem e alguns deixam de continuar nos cursos por conta dessa dificuldade. E o que falar dos que entram diretamente em cursos de desenvolvimento de jogos?

Como falei anteriormente em outro post, a área de jogos tem um conceito transdisciplinar, ou seja, as áreas envolvidas devem convergir e atuar juntas para o desenvolvimento de um produto final que tem de ser agradável, divertido e funcional. Tanto para os artistas como para os devoradores de código a programação tem sua importância, claro que com uma maior relevância e necessidade de conhecimento e prática para o codificador, e no caso dos artistas para facilitar a vida de quem programa.

Quem nunca ouviu a frase: “Poxa o cara que inventou isso nunca teve noção nenhuma de que a implementação seria impossível”, e nisso os game designers e líderes de projeto tentam se virar para acalmar os ânimos de ambos os lados. Bem o fato é que a programação deixou a muito tempo de ser coisa dos deuses da tecnologia e muitas iniciativas tem procurado incentivar o uso da programação desde o ensino infantil, vejam por exemplo o CODE.ORG com a proposta “A HORA DO CÓDIGO” que convoca todos a programar, com o simples propósito de disseminar a programação como algo benéfico para todas as pessoas.

No Brasil temos a iniciativa de ensino da programação com o PROGRAMAÊ,  inspirados no Hora do Código e que no ano passado tinha uma meta ambiciosa de atingir pelo menos 1 milhão de pessoas somente por aqui.

Muitas outras iniciativas pelo mundo tem apoiado o incentivo a disseminação da programação, como a de Mitch Resnick, do Laboratório de Mídia do MIT, o criador Scratch, ainda mostra como a criatividade e a inspiração vindas do cotidiano tornam possível realizar grandes ideias. Em sua fala divertida e rica em exemplos, o pesquisador destaca a importância de ensinar às novas gerações não só a “ler” novas tecnologias, mas também a cria-las, provando que a nova linguagem está ao alcance de todos, e sua democratização faz parte do futuro.

Bem como também podemos citar exemplos de ambientes interessantes onde se aprende simplesmente jogando como:

– O conhecido ROBOCODE, é um jogo educacional, de código aberto, implementado em Java, constituído de robôs que batalham entre si em uma arena virtual, onde com uma batalha de tanques consegue se desenvolver o interesse por programação JAVA e .NET.

– O CODECOMBAT que é um game gratuito e de código aberto que ensina JavaScript, uma das linguagens de programação mais utilizadas na web, e outras linguagens, enquanto a criança se diverte conduzindo seus personagens através de masmorras e enfrentando inimigos como ogros, trolls e munchkins.

– E claro não poderia deixar de falar do projeto cearense PROJETO APRENDER JOGANDO ​com a  ideia do projeto de desenvolver jogos temáticos curtos para serem jogados durante uma, duas ou três aulas de 50 minutos, aplicados a alunos do ensino infantil, fundamental I e II e médio.

Por essa semana é só pessoal!  —>>>programaraprenda

Autor: Izequiel Norões

Referências:
http://www.fabricadejogos.net/posts/artigo-a-utilizacao-de-jogos-digitais-no-cenario-educacional/
http://www.fabricadejogos.net/posts/estudos-gamers-codecombat-aprenda-javascript-jogando/
http://codecombat.com/
http://programae.org.br/
http://blogs.estadao.com.br/link/hora-do-codigo-estreia-no-pais-para-ensinar-programacao-a-1-milhao/

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