Quem aí lembra do remake de Prince of Persia: The Sands of Time, clássico da sexta geração de consoles lançado em 2003? Anunciado durante uma edição do evento digital UbiForward em 2020, o projeto empolgou bastante os fãs da trilogia das “Areias do Tempo”, que marcou toda uma época. De lá pra cá, quase nada foi dito sobre o jogo… até agora. E as notícias não são boas.
Em um comunicado feito pela própria Ubisoft, foi dito que a nova versão de Prince of Persia: The Sands of Time foi efetivamente cancelada. Isso mesmo: o projeto não existe mais. Como justificativa, a desenvolvedora comunicou que está passando por uma grande reestruturação interna, cujo principal objetivo é ajudar a empresa a sobreviver aos últimos anos, marcados por sucessivos fracassos e jogos que não atingiram as expectativas de vendas.

“Para a comunidade Prince of Persia,
Queremos comunicar isso à você diretamente.
Tomamos a difícil decisão de parar o desenvolvimento de Prince of Persia: The Sands of Time Remake. Sabemos que isso é profundamente decepcionante. O jogo carrega um significado enorme para os fãs e para as equipes que trabalharam nele.
Enquanto o projeto tinha verdadeiro potencial, não fomos capazes de alcançar o nível de qualidade que vocês merecem, e continuá-lo teria demandado ainda mais tempo e investimento do que nós poderíamos nos comprometer responsavelmente. E nós não queríamos lançar algo que não correspondesse com o que The Sands of Time representa.
Prince of Persia, como um universo e um legado, continua a importar profundamente para nós, e essa decisão não significa que estamos desistindo da franquia.
Obrigado por sua paixão, paciência e amor por Prince of Persia.”
Além do remake de The Sands of Time, outros cinco projetos também foram cancelados, incluindo três propriedades intelectuais completamente novas, um projeto ainda não anunciado e um jogo para mobile. Sete jogos previamente anunciados foram adiados. A Ubisoft não disse quais.
A reestruturação interna também levará embora dois estúdios, que fecharão suas portas para sempre: o Ubisoft Stockholm e Ubisoft Halifax. A empresa garante que suas outras divisões e estúdios não estão fora de perigo, que considera a venda de alguns deles e que as demissões e cancelamentos de títulos não devem parar por aqui.
O comunicado também diz que, nessa reestruturação, a empresa será divida em cinco “casas criativas”, cada uma delas funcionando como unidades independentes e cuidando de um gênero específico. São elas:
- CH1 (Vantage Studios): focada em dimensionar e ampliar as maiores e mais estabelecidas franquias da Ubisoft para transformá-las em marcas bilionárias anuais. Cuidará das franquias Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six.
- CH2: dedicada a experiências de tiro competitivas e cooperativas. Cuidará das franquias The Division, Ghost Recon e Splinter Cell.
- CH3: projetada para operar uma lista de experiências ao vivo selecionadas e precisas. Marcas como For Honor, The Crew, Riders Republic, Brawlhalla e Skull & Bones ficaram sob a tutela desta Creative House.
- CH4: dedicada a mundos de fantasia imersivos e universos orientados por narrativas. Englobará títulos como Anno, Might & Magic, Rayman, Prince of Persia e Beyond Good & Evil.
- CH5: se concentrará em recuperar sua posição em jogos casuais e familiares. Franquias como Just Dance, Idle Miner Tycoon, Ketchapp, Hungry Shark, Invincible: Guarding the Globe e Uno ficarão aqui.
Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, diz que todo esse processo será necessário para que a empresa continue funcionando pelos anos que virão, e que a principal ambição dessa iniciativa é a de recuperar a liderança e relevância perdidas e encarar um mercado cada vez mais competitivo.
Redator, apresentador, roteirista, jedi e esquisito do rolê.