A marca de Portugal na GDC 2024 – Por Filipe Veiga

Notícias Últimas notícias
Compartilhe

O primeiro pavilhão português vai estrear no palco da GDC, Game Developers Conference, apresentando a diversidade da indústria de portuguesa de jogos digitais. Esse esforço conjunto e inédito uniu diversas entidades e representantes do setor em torno da identidade portuguesa.

À frente desta estratégia, está o consórcio eGamesLab, um cluster de entidades públicas e privadas da indústria criativa, que se juntou a várias entidades afiliadas à Associação de Produtores de Videojogos Portugueses, com um forte apoio do consulado português em São Francisco.

Portugal segue os passos de países como Alemanha e Suíça, que investem fortemente na presença de pavilhões representativos de suas indústrias em eventos conceituados como a GDC, CES ou Gamescom.

Essa promoção da identidade de um país em uma determinada indústria ou setor é conhecida como “nation branding”, servindo como plataforma de promoção e visibilidade internacional para influenciar a percepção global, atrair investimentos e parcerias e induzir competitividade.

Outros setores portugueses que se beneficiam de marcas nacionais, como o Turismo de Portugal ou Vinhos de Portugal, já adotam essa estratégia global com resultados expressivos: o turismo é uma atividade econômica essencial para Portugal, e o mercado de exportação de vinhos portugueses registra recordes regularmente.

Podemos questionar se indústrias tecnológicas e criativas como a dos games, com suas especificidades próprias, podem colher os mesmos resultados de casos bem-sucedidos em setores mais tradicionais, como turismo e exportação. A julgar pelos testemunhos de empresas como a Typewise, de Zurique, o “nation branding” abriu imensas portas.

Por isso, esta participação inédita de Portugal na GDC é a oportunidade ideal para avaliar o impacto da percepção da imagem internacional de um país. Portugal, apesar do enorme talento e inovação, enfrenta desafios devido à condição periférica da economia portuguesa na Europa.

Isso merece um olhar atento do Brasil, não apenas pela ligação cultural e histórica, mas também pelos laços (ainda tímidos) que parecem se formar entre os dois ecossistemas de desenvolvimento de jogos. Por isso, publicaremos aqui, no “Quebrando o Controle”, a cobertura do pavilhão português na GDC 2024.

Imagem: APVP

Imagem: acervo da APVP

Filipe Veiga é licenciado em Engenharia Informática e Computação pela Universidade do Porto e com pós-graduação em Gerenciamento de Projetos na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, Brasil. Fundou ainda, com o amigo Marcus Garrett, a Teknamic Software (Bitnamic no Brasil), software house luso-brasileira dedicada a reeditar jogos clássicos, como “Em Busca dos Tesouros”, “Amazônia” e “A Lenda da Gávea”, e publicar novos títulos (“Laserbirds”, “Zoinho no Jardim dos Tolos”, “Saboteur: Deep Cover”) para microcomputadores como o ZX Spectrum.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *