Como na Venezuela, EUA invadiam o Panamá caçando Noriega, há 36 anos, rendendo dois games

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O noticiário político do mundo está tomado, no dia de hoje, pela invasão dos EUA à Venezuela e captura do líder ditatorial Nicolás Maduro. O fato acontece exatos 36 anos após a invasão das forças americanas a outro país da América Latina, o Panamá, quando o ex-presidente da nação general Noriega foi caçado, acusado de apoiar o narcotráfico, apesar de ter sido colaborador pago e informante da CIA durante a Guerra Fria.

O evento, que ganhou proporções globais à época, rendeu ao mercado dos jogos digitais ao menos dois games relacionados ao fato. Como noticiou o jornal Folha de S.Paulo, em janeiro de 1990, “enquanto os mais de 24 mil soldados norte-americanos que invadiram o Panamá na última quarta-feira [dia 20 de dezembro de 1989], fracassaram em procurar o foragido general Manuel Antonio Noriega, os aficionados em jogos eletrônicos dos Estados Unidos caçam o ex-homem-forte panamenho na tela da televisão. O videogame ‘Encontre Noriega’ é a mais recente novidade em jogos eletrônicos nos Estados Unidos”, afirma a nota traduzida do United Press International.

Segundo a reportagem, o lançamento foi realizado pela Abracadata Ltda. e foi criado um dia após a invasão norte-americana. “‘Fizemos o programa em 20 horas’, disse a diretora de produção da companhia, Nancy West. Entre as muitas ações possíveis para tentar capturar o ex-ditador, os jogadores “encontram um Noriega disfarçado de Elvis Presley em Menphis, Tenessee, aplaudido por fanáticos fãs em Graceland”, antes de descobrirem que se trata de um irmão gêmeo do foragido, continua o artigo.

Não foi a única produção voltada ao tema, que ganhou outra criação, desta vez a cargo da desenvolvedora Activision, que em 2012, lançou o game Call of Duty: Black Ops II, apresentando um vilão baseado no ex-presidente panamenho. Em 2014, Noriega processou a empresa, já preso à ocasião, alegando que sua imagem foi usada sem permissão, mas o caso acabou arquivado.

Noriega faleceu no dia 29 de maio de 2017, no Hospital Santo Tomás, na Cidade do Panamá, no Panamá, após ter sido diagnosticado com câncer no cérebro e ter apresentado complicações durante a cirurgia para remoção do tumor. O general foi sentenciado a 40 anos de prisão, tendo suas prisão em regime fechado reduzida após 17 anos encarcerado, em razão do bom comportamento. Em 2007, sua sentença foi efetivamente encerrada.

Abaixo, a reprodução do artigo original veiculado na Folha de S.Paulo.

Imagem: Folha de S.Paulo – reprodução fac-símile

Imagem: fotomontagem