O ano de 2025 apresentou dados econômicos controversos no país, com o endividamento de aproximadamente 79,5% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento realizado em outubro pela CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e outros 30,5% da população com atrasos nas parcelas de dívidas pessoais, em um cenário pouco amistoso para itens considerados supérfluos no dia a dia familiar, a exemplo dos games.
No entanto, segundo dados da Pesquisa Game Brasil, realizada e mantida pela plataforma PGB Data Insights, o consumo de jogos digitais cresceu 8,9% e, relação ao levantamento anterior. Além disso, os games também permanecem como o principal meio de entretenimento na sociedade, alcançando 88,8% do público como principal forma de diversão.
São informações importantes, que mostram a penetração desta forma de entretenimento e interação lúdica, que veio para integrar o cotidiano da população nacional. A pesquisa indicou que 53,2% do público jogador se concentra na parcela feminina da sociedade, ante o patamar de 49,4% de homens, sendo que as garotas dão preferência aos computadores, com 76,8% das respostas, e os rapazes declarando-se mais interessados nos consoles, conforme o registro de 61,5% de preferência apontada.
Quanto ao tipo de jogo, mulheres parecem preferir os jogos não competitivos, como Minecraft, Roblox e Candy Crush, sendo Mortal Kombat, GTA 5 e Pokémon GO os mais votados entre os homens.
Considerando as dificuldades financeiras de grande parte das famílias brasileiras, é fácil identificar que os smartphones são a plataforma mais utilizada para curtir os games no país, com 55,3% dos jogadores, com renda próxima de dois salário mínimos, os PCs com 22,7% para famílias com renda entre cinco a nove salários e os consoles para núcleos familiares com proventos próximos dos 30 mil reais mensais, perfazendo 36,7% do total apurado.
Os dados da PGB foram divulgados em maio do ano passado, mas explicam as boas perspectivas para os jogos no Brasil, que registraram uma movimentação de aproximadamente US$ 2,8 bilhões no setor brasileiro em 2024, com projeção de crescimento anual de 9,9% até 2030, ultrapassando os US$ 5 bilhões em receita, de acordo com relatório de outubro do ano passado divulgado pela Grand View Research.
Imagem: registro fotográfico de Kao Tokio

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.