Lynn Conway, a trans pioneira em computação apagada pela IBM

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A pioneira da computação Lynn Conway faleceu aos 86 anos e sua notável trajetória mostra uma vida de dedicação profissional e incessante luta pelo reconhecimento de suas qualificações em um mundo preconceituoso e injusto com a diversidade.

Conway esteve presente na criação dos primeiros supercomputadores na poderosa IBM, mas foi afastada da empresa quando revelou-se uma mulher em processo de transição de gênero.

A profissional precisou reconstruir sua carreira do zero, começando como programadora contratada na Xerox sem “nenhuma experiência”, uma forma de se tornar menos visada por sua condição de transgeneridade.

Ao longo do tempo, com dedicação e perseverança, Lynn mostrou-se pioneira no VLSI, tecnologia inovadora que permitiu a criação dos microchips na qual se tornou uma referência incontestável.

Em 1999, a programadora entendeu a relevância de seu papel na sociedade e rompeu o silêncio, tornando-se uma defensora declarada das pessoas trans, criticando a “terapia reparadora” do Dr. Kenneth Zucker, um pesquisador anti-trans, conhecido por sua controversa terapia de “conversão gay”.

A IEEE Computer Society ofereceu, em 2010, seu prêmio Computer Pioneer Award de 2009 a Lynn Conway por suas contribuições à arquitetura superescalar, programação dinâmica de instruções de múltiplas questões e métodos simplificados ao projeto VLSI.

Lynn Conway foi também professora de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, Emérita, na Universidade de Michigan. Em 2020, a IBM se desculpou formalmente com a profissional, reconhecendo seus feitos inéditos na década de 1960 na empresa.

Sua contribuição para a computação e para a microtecnologia de chips são um marco da ciência contemporânea.

Fonte: Erin In The Morning

Imagem: Forbes | Daryl Marshke

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