Gostaria muito de dizer que o especial da sexta-feira pré-feriado de 21 de abril foi escrito diretamente do litoral de São Paulo, sentado numa cadeira de praia e usando um chinelão enquanto bebia umas bem geladas mas… foi exatamente isso mesmo que aconteceu! 😀
Ainda assim acho que saiu alguma coisa que “preste” graças aos temas da semana que foram sensacionais.
Boa leitura e mais tarde, às 20 horas, não esqueçam de acompanhar nosso podcast ao vivo que tem convidados incríveis, um deles diretamente de Portugal!
Edição 004
40 anos de carreira de Barry Leitch
Quem é esse Barry aê? Olha o respeito pequeno gafanhoto, Sir Barry Leitch é o pai das trilhas sonoras de muitos dos jogos favoritos que nós brasileiros amamos. Lotus Turbo Challenge? Top Gear? Horizon Chase? Se quiser saber quem é mesmo essa lenda, leia o excelente artigo do Quebrando o Controle desta semana, uma homenagem incrível feita pelo nosso editor-chefe Izequiel Norões e que ele pessoalmente fez questão de agradecer!
Aliás recomendo muito que sigam o canal do nosso mago da música no Youtube pois tem uma nova série sensacional em 7 episódios contando essa trajetória e um especial que eu adoro que mostra 1 jogo por frame:
Conta aí qual é o seu jogo favorito com músicas e audios desse autor lendário e porquê é Top Gear?
Revelações de Pete Hines sobre a aquisição da Bethesda pela Microsoft
O site Firezide Chat publicou uma excelente entrevista com o lendário Pete Hines que contou detalhes interessantes sobre a aquisição da Bethesda pela Microsoft e como isso afetou até mesmo a sua saúde mental, falando ainda da sua carreira desde os tempos dos games bem raíz, quando começou na Bethesda escrevendo manuais dos jogos até ser contratado oficialmente em 1999, como foi trabalhar 24 anos ao lado de Todd Howard e também contou sobre empregos ruins que teve antes de entrar para o negócio dos games.
A entrevista pode ser lida aqui original EM INGLÊS ou traduzida EM PORTUGUÊS.
“Sinceramente, ainda acho que Bethesda faz parte de algo que não é autêntico nem genuíno. E isso não deveria ser uma surpresa para você.” – afirma discordando dos rumos que a empresa adotou após a aquisição.
QUEM É PETE HINES? Clique e descubra seus 191 créditos em 97 jogos.
“Quando entrei em 1999, a Zenimax tinha acabado de comprar a Bethesda no início daquele ano e basicamente estava tentando tirá-la da era familiar. Mas naqueles primeiros tempos, nos meus primeiros seis anos na Bethesda, eu era meio que o departamento inteiro.” – Pete Hines
Ele menciona o momento mais incrível na empresa quando fizeram Elder Scrolls: Skyrim e como o salto do Xbox para o Xbox 360, com alta definição, foi um divisor de águas: tudo o que eles fizeram com Morrowind e Oblivion aperfeiçoaram na nova geração com Skyrim.
Gostei muito dessa entrevista e incluí no nosso QaS pois recomendo a leitura completa no link acima, a informalidade e pessoalidade do jornalista renderam bons frutos. Ele até mesmo encerra o trabalho com essa pergunta:
“E o que você escreveria em sua lápide?” e ele respondeu: “Talvez colocasse apenas: Deixei as pessoas melhores do que as encontrei”.
Pete Hines hoje faz mentorias e suporta estudantes e ex-colegas: “Quando saí da faculdade e estava me esforçando nos meus primeiros anos na Bethesda, ou mesmo na minha carreira, teria sido ótimo conversar com alguém que já tivesse passado pelo que eu passei, ou que estivesse tentando fazer o que eu estava tentando fazer, só para ter um feedback. Eu não tive essa oportunidade, mas adoraria ser essa pessoa para alguém.”
“Agora eu jogo quase exclusivamente jogos indies, acho que isso me permite focar, relaxar e, sabe, ter um pouco de imersão” – aponta o entrevistado e eu concordo 100% com ele!
Mais polêmica: denúncias de favorecimento, perseguição e omissão na Microsoft
Glenn Israel é o ex-diretor de arte do Halo Studios e denunciou em duas postagens no LinkedIn o que afirmou ser um “ambiente de trabalho marcado por favorecimento, perseguição e omissão da Microsoft diante de denúncias formais”. LINK 1 e LINK 2
Segundo ele afirma teria havido uma série de condutas irregulares por parte de representantes seniores do Halo Studios como listas negras, fraude, nepotismo e campanhas de assédio direcionadas a funcionários considerados “indesejados”. Reclamações foram registradas junto ao departamento de Recursos Humanos da Microsoft e a resposta, segundo ele, foi decepcionante, ao ponto de representantes seniores dos estudios conduzirem uma sequência de quatro dias de assédio com o objetivo de fabricar uma justificativa para demiti-lo.
Acusa ainda a Microsoft de violar abertamente uma lei trabalhista do estado de Washington sem cumprir as obrigações de penalidade previstas.
Ainda segundo ele, a empresa pode estar usando demissões em massa como cobertura para se livrar de funcionários que fizeram denúncias e disfarçando retaliações como decisões de negócio.
Será que a nova líder Asha Sharma encontrou um campo minado?
Não pensem que tudo é flores no reino do Playstation!
Estúdios japoneses tinham medo de apoiar o Xbox por medo da Sony… É o que uma entrevista com o lendário Ed Fries, um dos pais do Xbox original lá do time original dos renegados da Microsoft, apontou recentemente.
Na entrevista completa para o Expansion Pass Podcast, Ed Fries revela por exemplo que a série da Square Soft/Enix está no topo da lista de arrependimentos de sua carreira por causa de um obstáculo: o medo de retaliação por parte da Sony.
Algumas das aquisições mais importantes da história do Xbox foram feita sob a sua direção, coisinhas poucas como a Bungie e a Rare, mas em campos orientais com gigantes como a Konami, Capcom, Sega e Square os acordos nem sempre saíam do papel por: MEDO.
“Havia sempre um debate complicado porque eles queriam que a Sony tivesse concorrência mas ao mesmo tempo não podiam ser muito diretos no apoio ao Xbox. Não podiam deixar óbvio que estavam apoiando o Xbox.” – afirma Ed.
A Tecmo foi uma das corajosas japonesas que, para evitar o monopolio da Sony, lançaram Dead or Alive 3 e Dead or Alive 4 com exclusividade no Xbox. Essa ameaça silenciosa da Sony ou as formas de pressão eram sutis, mas eficazes, atrasando as entregas de kits de desenvolvimento para determinados estúdios ou não promovendo seus jogos: lembrem que o PlayStation dominava com larga vantagem o mercado (por causa daquela estratégia porcaria de Xbox One media center que também rodava games), assim seria arriscado demais ficar de fora desse ecossistema.
Concorrência é sempre positiva e gostei de ver essa visão do executivo que jogava nos campos ocidentais e orientais tentando construir pontes de negócios e evitar monopólios.
BOMBA: AINDA sobre Playstation vazou ontem (na quinta-feira que o PS6 pode vir em 3 modelos: o portátil que comentamos na sexta-feira passada usando o chip AMD Canis E QUE poderá compartilhar esse processador com um PS6 “Series S MinhaCasaMinhaVida” mais barato e mais limitado tecnicamente e o PS6 “Series X” usando todo o potencial do processador AMD ORION com Zen 6 e memórias GDDR7.
E agora? Eu só queria um PS5 ou PS6 totalmente retrocompatível… (sonho meu)
Notícia quentinha de Inglaterra: governo vai investir 30 milhões de libras em games
O governo do Reino Unido anunciou esse investimento sendo $28,5 para empresas e projetos, $1,5 para o London Games Week. Para quem tiver dúvidas a Inglaterra faz parte do Reino Unido com Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte (a do sul não).
Esse investimento é uma parte da campanha governamental chamada “GAMES MADE IN UK” que envolve ainda financiamentos bancários vantajosos e redução de impostos, pois segundo o governo cada libra investida retorna 5x e cada libra oferecida em incentivos retorna 1,16 em impostos. Esses fundos para investir em empresas e projetos serão divididos em três categorias:
– Uma categoria de entrada, com até £20.000 disponíveis para empresas recém-formadas com histórico limitado, mas com forte potencial de crescimento;
– Uma categoria emergente, com até £100.000 para a prototipagem de novos jogos;
– Uma categoria de expansão, com até £250.000 — a maior já concedida pelo Fundo — para levar jogos à conclusão e permitir que os estúdios expandam suas operações.
Quando teremos um investimento desses no Brasil diretamente para projetos, empresas e negócios em games? Sempre desconfio de associações e de intermediários…
Nuntius Showcase da Nuntius Games: conhece essa empresa brasileira?
Fundada por Jonathan Silva em Março de 2025 e cofundada por Renato Cavallera, Pedro Gomes e Léo Lopes, a estrutura executiva conta ainda com Alessandro Velberan (CPO), Rodrigo Coelho (CCF), Mauricio Alegretti “Malegra” (CBDO) e Gabriel Roberto na área técnica.
Essa galera reuniu 32 jogos (me perdoem se contei errado) e publicou um showcase sensacional, como a Mundo Gamer Network nossa parceira sempre faz com projetos nacionais e internacionais!
Confiram os lançamentos nacionais para breve:
Difícil escolher um favorito… Na dúvida tem uma loja especial no STEAM, dêem uma força para os devs nacionais colocando os jogos deles na lista de desejos!
É o que temos para esta semana! Toda sexta-feira às 20h no YouTube do nosso Quebrando o Controle não perca o Quebrando a Semana, falaremos ao vivo deste conteúdo e outros temas com humor e em clima de happy hour.
Sempre com convidados surpresa para quebrar o controle ou brindar as notícias mais relevantes do mundo gamer, portanto participe, envie idéias e sugestões, você pode ser o próximo a estar conosco ao vivo num desses episódios!
CONTATO: qas@quebrandocontrole.com.br

Aprendeu em 1983 com o Atari 2600 o que era um videogame. Do tempo da internet discada, das cartas em máquina de escrever e de conversar pessoalmente! Joga desde o Telejogo Philco-Ford aos consoles mais recentes e celular, gosta de experimentar games indies. Coleciona consoles e jogos que fizeram parte da história! Pai, Motard e Gamer. 😉



