Desenvolvido pelo estúdio espanhol WEIRD BELUGA e publicado pela FIRESHINE GAMES para todas as plataformas, este jogo encanta. Tem aquela alma de Kingdom Hearts com a jogabilidade de Zelda, mas com aquela pimenta dos Souls. A paixão dos desenvolvedores é visível em DUSKFADE e talvez na magia que eles fizeram para trazer aquele encantamento dos jogos do Playstation 2 e Xbox original para os consoles modernos e PC, tenho a nítida impressão de que este jogo nasceu de desenvolvedores que eram jogadores desses consoles!
Esse estilo clássico de jogo traz aquela sensação que os criadores trouxeram de volta do passado para que a nova geração de jogadores conheça, em muitos aspectos acertadamente: arte maravilhosa, trilha sonora encantadora, design de níveis impecável com uma boa variedade de ambientes, aquela graça de explorar cada cantinho dos mapas… tudo anima a continuarmos jogando! MAS nem tudo são flores e se de um lado o jogo apaixonda, por outro lado decepciona com alguns problemas muito pontuais mas que são difíceis de ignorar como a física do pulo, o combate não polido e o sistema de travar a mira que deixa a gente irritado às vezes. É aquele jogo indie que a gente conhece, apaixona, termina 100%, volta pra procurar segredos do mapa e torce para que ele receba um update o mais breve possível para ficar perfeito!
DUSKFADE nos traz uma história previsível, mas apaixonante, de Zirian e sua irmã Allira (que trabalha com relógios). Após a morte do avô Allira se isola para trabalhar num projeto que acaba a consumindo e fazendo com que uma torre misteriosa surja repentinamente e é exatamente aqui que a gente joga: Zirian parte para salvar a irmã!
Mas é perigoso ir sozinho, Link… digo, Zirian, “leve a espada Minutero” (uma espada com formato de ponteiro de relógio) e um companheiro meio maluco chamado Cuckoo. Logo descobrirmos a história, meio cliché verdade, mas contada de forma genuína e comovente. A evolução de Zirian e sua relação com Cuckoo remete ao nosso velho Ratchet & Clank original, o que torna o jogo ainda mais divertido.
O grande destaque no jogo é a Allira: suas batalhas pessoais contra o luto, a raiva e o desespero fazem dela, de longe, a personagem mais interessante e motor central da trama… A paixão com que o jogo transmite suas mensagens sobre lidar com a perda de um ente querido e sobre os laços que nos unem confere à obra um laço especial com o jogador e nos prendem do começo ao fim: está ali o sangue, paixão e luta dos povos ibéricos e latinos!
Nota 7 de 10, faltou pouco para atingir aquela excelência. E por ser um projeto indie, tem minha total consideração e respeito.
Disponível para STEAM, XBOX, Playstation e Nintendo Switch 2… se vc é fã do gênero este jogo é uma compra certa!
Vídeo oficial:
Vídeo dos malucos Irmãos Piologo bagunçando nesse jogo que já nasce clássico:

Aprendeu em 1983 com o Atari 2600 o que era um videogame. Do tempo da internet discada, das cartas em máquina de escrever e de conversar pessoalmente! Joga desde o Telejogo Philco-Ford aos consoles mais recentes e celular, gosta de experimentar games indies. Coleciona consoles e jogos que fizeram parte da história! Pai, Motard e Gamer. 😉


