Adolescentes passam horas todo dia programando jogos e criando conteúdo digital no Roblox, uma das plataformas preferidas dos jovens de até 16 anos em uma inusitada modalidade de empreendedorismo juvenil que pode gerar rendimentos, acreditam.
Essa expectativa, no entanto, embora possa levar a uma possível perspectiva de conquista financeira, tem despertado em pais e responsáveis uma significativa preocupação com o rendimento dos jovens em outras áreas, como a vida social offline e os estudos e, não menos importante, pode ser responsável por um processo de trabalho infanto-juvenil, de acordo com o Ministério Público do Trabalho de São Paulo.
O órgão público está conduzindo um inquérito civil que investiga denúncias de trabalho infantil na plataforma e os representantes legais da companhia no Brasil deverão ser ouvidos no próximo dia 17 de outubro, em audiência na sede do MPT.
“Crianças e adolescentes, na esperança de obtenção de lucros com a aquisição da moeda virtual do jogo e sua posterior conversão em dinheiro real, desempenham a atividade de desenvolvimento de novos jogos no âmbito da plataforma da empresa”, afirma parecer da Coordinfância, Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, uma comissão especial do próprio MPT.
Sobre a empresa pesam, ainda outras suspeitas, como disseminação de violência no ambiente virtual, negligência com suspeitas de pedofilia e problemas com os investidores, que acusaram a empresa de mentir a órgãos reguladores inflando o número de usuários e as horas de engajamento, com consequente queda nas ações da bolsa internacional.
Com informações do site Uol
Imagem: TechSpot

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.