O momento atual de nosso país tem deixado muitas pessoas sem sono e com poucas perspectivas. Contudo, nessas horas aparecem todos os tipos de histórias, mas o que devemos procurar enxergar são as oportunidades. Muitos já dever ter lido algo parecido “Na Crise – CRIE”. Abrir um negócio em momentos de crise pode parecer algo não muito prudente, principalmente para investidores mais conservadores. O Brasil começou o ano de 2015 com os dois pés nos freios da economia. O Boletim Focus, preparado pelo Banco Central, estima que a expansão da economia, em 2016, deverá ser de 0,9% e que, este ano, ela deve encolher 1,35%.
Ainda mais com a recente alta do dólar e os games sendo considerado para muitos como item supérfluo (geralmente em recessões as pessoas tendem a tirar itens de entretenimento de seus gastos) seria interessante investir numa empresa de games? Se tivermos olhos apenas para o mercado nacional, com certeza teremos grandes problemas com tributos e outras questões da nossa economia e cultura atuais, o que realmente não viabiliza uma empresa no momento que passamos. Porém nossos olhos devem ir muito mais além. O Mercado de Games é GLOBAL e por isso estende as possibilidades além das fronteiras da terra Brazilis, dando oportunidade e outras perspectivas para quem esta olhando para este setor.
Algumas opiniões sobre o mercado de games:
“O mercado está favorável principalmente para empresas de menor porte. Temos uma demanda reprimida de consumidores, são mais de 50 milhões de jogadores no Brasil e apenas 200 negócios de pequeno porte desenvolvendo games” – Marcelo Tavares, diretor do BGS, em entrevista a Folha de São Paulo.
“A produção nacional não será afetada de maneira negativa pelo aumento do dólar americano, pelo menos não de uma maneira direta. Este aumento chega até mesmo a ajudar aquelas desenvolvedoras que produzem para o mercado internacional, pois a produção fica mais competitiva devido ao câmbio favorável ao dólar.” – Gerson de Souza, gerente-executivo da Abragames que inclusive já foi nosso entrevistado aqui no Ideias em Jogo e falou sobre o cenário atual do mercado de games.
“Sempre tive uma visão otimista, mas estou vendo cada vez mais o mercado de games no Brasil inchado em todos os setores, e de certa forma isso é bom, porque no futuro poucas empresas de qualidade vão se firmar no mercado, e essas empresas serão derivadas de várias outras que eventualmente não deram certo”. – Moacyr Alves, diretor da ACI Games, em entrevista desta coluna que abordava também o cenário nacional de games.
Então inovar é preciso. Se a crise ameaça as empresas de um lado, de outro a capacidade de sobrevivência exige inovação e, nesse sentido, a Tecnologia da Informação e a inovação são aliadas importantes. O mercado já percebeu isso, tanto que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Abranet (Associação Brasileira de Internet), entre 2012 e 2014, as empresas de telecomunicações, serviços de TI e prestação de serviços de comunicação viram seu faturamento crescer de R$ 96,4 bilhões para R$ 144,7 bilhões no período, o que representa quase 2% do faturamento de todas as empresas brasileiras. O mercado de Games também segue rumando contra a maré, tendo inclusive aumento de possi Podemos considerar que os games vistos como produtos de tecnologia e ligados a esse filão podem estar figurando neste aspecto.
Olhar para o mercado externo, verificar oportunidades no mercado interno, vendo não só os fatores que estão prejudicando as vendas mas estando atentos aos segmentos que poucos olham como por exemplo usar a própria crise como tema de jogo.
Inovar é preciso e se estiver em crise, crie!
Por enquanto é só pessoal! Até semana que vem.
Autor: Izequiel Norões
Referências:

Professor, Analista de Sistemas, Presidente da UCEG e pai do Icaro.
“Os jogos podem mudar o mundo”