A Polícia Civil de Alagoas realizou, na última terça-feira, dia 18 de junho, a operação Game Over, com a apreensão de bens como lancha, joias, carros de luxo, smartphones e um pedido de bloqueio de R$ 38 milhões do patrimônio de influenciadores envolvidos em um esquema para iludir jogadores com falsas promessas de ganhos com apostas.
Segundo o delegado Lucimério Campos, responsável pelas investigações, a polícia vem acompanhando as ações dos influenciadores e da plataforma de jogo há cerca de oito meses, destacando que “esse tipo de jogo tem trazido uma verdadeira ruína nas finanças das pessoas”.
As influenciadoras Mylena Verolayne e Paulinha Ferreira tiveram seus nomes associados ao caso, que alcançou um total de doze pessoas investigadas.
Em um áudio recentemente divulgado, Verolayne exige uma conta “demo”, aparentemente uma conta de demonstração, preparada para simular ganhos irreais, evitando perder dinheiro em apostas como acontece nas contas convencionais como as utilizadas pelos jogadores comuns. A prática configura, segundo a polícia, crime de estelionato.
“Estou cobrando R$ 80 mil por cinco dias com o link deles, se for fechar é isso. Não baixo nenhum centavo. Eles me dão uma conta demo porque eu peço pra menina jogar. Não estou nem querendo jogar, tive um prejuízo essa semana”, afirmou a jovem, como é possível escutar no arquivo sonoro.
A influenciadora nega que tenha praticado algum delito. “Usar conta demo é crime? Cai no crime de estelionato, porque é uma pessoa que está usando uma conta, mentindo, dizendo que ganhou sem ter ganho. Só que eu não faço isso, porque quando eu usei, eu avisei. Eu não engano vocês”, afirmou em uma resposta em vídeo na sua conta pessoal em rede social.
O “Jogo do Tigrinho” é uma plataforma digital que opera como um cassino online, prometendo vultosas somas em prêmios. O jogo funciona por meio da combinação de três figuras semelhantes nas fileiras exibidas na tela.
O sistema, no entanto, está em desacordo com a Lei de Contravenções Penais, que considera crime os jogos de azar nos quais o ganho ou o prejuízo dependem da sorte, o que torna a prática ilegal em território nacional.
Com informações dos sites Metrópoles, CNN e Uol.
Imagem: reprodução com intervenção digital

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.