Está se formando a primeira organização informal de jovens estudantes para representar a voz dos educandos na área de games em São Paulo.
Os jovens estão se articulando na criação do HUG, o Hub de Universitários de Games da capital.
O Quebrando o Controle conversou com Pedro Oliveira, porta-voz do grupamento de estudantes para conhecer a iniciativa em detalhes.
“A ideia surgiu na Semana Geek, um evento que rolou [em novembro] em São Paulo e, durante um debate sobre o mercado em geral e os acadêmicos e eu fiquei em dúvida [pensando] ‘cara, tem coisas aí que são parte da minha realidade e outras que não dialogam [com a vivência universitária]’. Se a gente tivesse algo que nos representasse, seria legal, pois eu estava ali apelas como o Pedro da Woodwork, eu não podia afirmar ou ou discordar por não ter sido uma voz escolhida [pelos discentes]. Aí, a HUG surgiu exatamente pra gente ter essas vozes, o que a gente fala é algo que foi decidido por um conselho pra gente ter um melhor posicionamento como organização”, relatou Pedro, desenvolvedor recém-formado na PUC-SP e um dos integrantes do Woodwork Studios, responsável pelo indie game Hands of Timber.
Hoje, o grupo conta com nove pessoas no conselho e componentes da chapa, como o próprio Pedro, Ariel, Indy e Aline, pessoas presentes no bate-papo e que estão registradas na imagem que abre essa reportagem, acima.
“Nos últimos dois meses desse ano, eu fui atrás de cada representante de jogos, em São Paulo, [isto é,] uma pessoa proativa do grupo do curso, uma pessoa que fala, que vai nos eventos, normalmente, leva um pouco do que há do curso”, afirmou o jovem, explicando os passos iniciais para a formação do comitê.
“Eu fui atrás de todas essas personalidades das faculdades Senac, Anhembi-Morumbi, Belas Artes e Meliès – e ainda estamos querendo juntar com o pessoal da FIAP – e a gente está fazendo a o que a gente está chamando de HUG”.
“A HUG é o Hub de Universitários de Games de São Paulo e a ideia é a gente encontrar os estudantes e fazer quase que uma associação para que a gente possa se organizar, trazer visibilidade, oportunidades e conexões pra toda essa galera”, afirmou.
“Uma das necessidades que a gente encontrou é que boa parte dos estudantes muitas vezes não sabe o caminho que talvez possam seguir, eles não sabem em qual lugar estão as informações que o mercado disponibiliza, [como] por exemplo, um lugar onde encontrar vagas, um lugar onde são informados os eventos, tudo isso está muito dissipado e só você conhecendo e conversando com os outros, é que se descobre onde encontrar. E a ideia é a gente tentar condensar tudo isso pra passar para essa galera”, comentou.
“Hoje, a gente já está com um grupo de notícias, que é um dos nossos primeiros passos, para juntar esse tipo de informação, canais com conteúdos que são de games, vagas que a gente recebe, de outras pessoas que estão no grupo e são da indústria e trazer todo esse conhecimento de mercado e tentar entender como estão esses universitários de games e saber posicioná-los. A gente não quer pegar na mão [mas deseja ajudar, dizendo] ‘aquele ali é o caminho'”, elucidou.
“Muita gente acha que vai sair da faculdade, vai sair sem nenhum currículo ou portfolio e já vai ganhar um emprego. Não, você tem que ir atrás além do diploma”, ressaltou.
O grupo universitário entende que já existem pelo país outras organizações que representam os estudantes em suas localidades ou estados, e pretendem focar, nessa etapa inicial, em arregimentar estudantes de games da cidade de São Paulo.
Os interessados podem fazer contato com a iniciativa através do Instagram do grupo em @hugsp_ ou no Linkedin, em HUGSP – Hub de Universitários de Games de São Paulo.
Imagem: registro fotográfico de Kao Tokio

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.