Momento Retrô: Legacy of Kain: Soul Reaver

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Fala galera! Sejam todos bem vindo a mais um “MOMENTO RETRÔ.” Hoje vamos falar um pouco desse jogo que com certeza fez muita gente perder horas e horas nas locadoras, aproveitando cada batida das músicas que cativaram gerações, vamos falar de  ” LEGANCY OF KAIN: SOUL REAVER “, então se prepare para relembrar um pouco desse clássico.

Legacy of Kain: Soul Reaver é um jogo eletrônico de ação-aventura com perspectiva em terceira pessoa criado pela Crystal Dynamics e publicado pela Eidos Interactive. O jogo foi lançado no dia 16 de agosto de 1999 para PlayStation e sistemas Microsoft Windows e em 27 de janeiro de 2000 para Sega Dreamcast. É o segundo jogo lançado na série Legacy of Kain, procedendo Blood Omen: Legacy of Kain. Foi sucedido por outros três jogos, sendo que um deles, Legacy of Kain: Soul Reaver 2, é uma sequência direta.

A trama inicia-se por volta de 1500 anos após os eventos de Blood Omen. Em Soul Reaver, o jogador acompanha Raziel, um dos tenentes vampiros de Lorde Kain que, executado à mando de seu mestre, retorna do outro mundo como um espectro. Tal forma fantasmagórica lhe é conferida por uma “divindade” misteriosa conhecida apenas como “The Elder God” (O Deus Ancião), o qual o faz para que Raziel torne-se um “Soul Reaver” (algo como um “Ceifador de Almas”) e assim possa obter sua vingança. Raziel divide o título do jogo com a espada amaldiçoada de Kain que também chama-se “Soul Reaver” – espada esta que o protagonista adquire ao longo da jornada.

A produtora Crystal Dynamics iniciou o desenvolvimento do jogo em 1997 em parceria com a Silicon Knights, que havia desenvolvidoBlood Omen. Porém, a relação entre as duas empresas foi rompida, e isto gerou uma série de problemas legais. Estes e outros contratempos forçaram conteúdo originalmente planejado para Soul Reaver à ser lançado em jogos posteriores da série.

Soul Reaver foi bem recebido pela crítica especializada e elogiado por sua história gótica intrigante e gráficos de alta qualidade. Porém, o jogo foi criticado por sua mecânica simples e repetitiva, além do final insatisfatório (no estilo “Cliffhanger“, como é conhecido o termo em inglês). O título foi incluído na lista Sony Greatest Hits, e foi disponibilizado na PlayStation Network para ser baixado, isto em novembro de 2009.

Início

Em 1999, a Crystal Dynamics lança o segundo jogo da série, com o título Legacy of Kain – Soul Reaver. Pela primeira vez (e dali para frente), a série saiu de um universo bidimensional, abandonou o caráter híbrido de aventura, ação e RPG, e entrou definitivamente no universo 3D dos jogos, centrando-se na ação e na aventura. Fatores como a exploração pelas áreas e longas viagens entre diferentes domínios foram altamente valorizados com a criação de um amplo mundo a ser descoberto pelo jogador. Esta mudança foi importante, pois trouxe a série a um segmento de jogos de exploração em 3D que, na data do lançamento do título, estava em seu mais alto ponto.

História

Na linha da história da série, passaram-se mais de 1500 anos desde os eventos de Blood Omen: Legacy of Kain. Kain, que havia dizimado os insanos Guardiões dos Pilares, estava prestes a purificá-los e salvar Nosgoth do caos. Porém quando soube que ele mesmo era o último guardião, e que também deveria morrer para cumprir com o nobre objetivo, Kain negou-se a tal e renunciou ao sacrifício perante os Pilares de Nosgoth, preferindo viver e governar ele mesmo no posto supremo. Sua escolha levou os Pilares à ruína, trazendo a desgraça para o mundo.

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Com a formação de seu império em Nosgoth, Kain trouxe à vida seis guerreiros vampiros, que ironicamente outrora fizeram parte de uma grande seita de caçadores implacáveis desta raça. Revividos por Kain, estes tornaram-se seus filhos, e formaram o conselho de Tenentes Vampiros de seu “pai”. Este conselho era formado por Melchiah, o mais jovem e portador de uma terrível mácula; Zephon, um ardiloso articulador; Turel, segundo mais velho dos irmãos e experiente tenente; Rahab, comandante das frotas marinhas dos exércitos vampíricos; Dumah, o general do mais forte clã de guerreiros de campo; e Raziel, o mais prodigioso e habilidoso guerreiro dentre a irmandade,primogênito de Kain. Aniquilando com a maior parte dos reinos humanos e sobrepujando a única possível ameaça a seus planos de dominação – os monges guerreiros Serafan– Kain e suas forças domesticaram a humanidade e moldaram o mundo de acordo com seus desejos.

Em Nosgoth, ao longo de sua existência, os vampiros podem sofrer mudanças que lhe conferem novas habilidades. Com o amadurecimento, seus corpos evoluem para uma forma superior. Kain era sempre o primeiro a evoluir, seguido por seus asseclas anos, até séculos mais tarde. Porém Raziel, o primeiro e mais poderoso vampiro gerado por Kain, teve o “infortúnio” de evoluir antes de seu mestre, tendo desenvolvido grandes asas. Por tamanha audácia, o destino de Raziel foi selado. Ele teve os ossos de suas asas arrancados brutalmente por Kain, e por ele foi condenado à execução. Raziel foi arrastado para o local de sua punição eterna: o abismo do Lago dos Mortos (uma cadeia gigantesca de quedas d’água que convergiam todas para a mesma direção, criando um enorme turbilhão) onde lá foi atirado por seus próprios irmãos, ainda que pesarosos por darem cabo da tarefa. Para os vampiros de Nosgoth, água pura era como ácido mortal. Raziel conheceu um sofrimento indescritível, queimando até sua total dissolução.

Mas tudo seria apenas um prelúdio para sua vingança.

Após séculos no limbo, Raziel finalmente despertou – e o fez em um lugar completamente estranho. Foi então que uma soturna voz chamou por seu nome. Esta voz apresentou-se como sendo uma “Entidade com muitos nomes“, mas que ele não era seu inimigo. Disse-lhe para que não se enganasse, pois por mais que lhe parecesse assim, não havia sobrevivido ao abismo. O motivo pelo qual ele agora estava em pé ali era devido ao fato da “divindade” tê-lo “ressuscitado”, dando-lhe uma forma espectral. Ele teria feito isso para ajudar Raziel a empreender sua vingança contra seu antigo mestre Kain e, com isto, favorecer à sua própria causa.

Ocorria que este “Deus Ancião” era o responsável pelo curso da “Roda do Destino“, o ciclo eterno predestinado de nascimento, morte e renascimento ao qual todas as almasestavam atadas. Todas, menos às dos vampiros. A divindade sempre tramou uma maneira de destruí-los, pois os mesmos sendo imortais, não fazem a roda girar, a colocando em uma condição estagnada. Em troca da chance de vingar-se de seu mestre, Raziel tornaria-se seu ceifador de almas, arrancando-as dos vampiros e colocando-as de volta ao círculo infinito da Roda do Destino, assim também ajudando a entidade traiçoeira que lhe estendia a mão.

Tomado por um ódio flamejante, Raziel aceita tornar-se um Devorador de Almas em troca desta oportunidade de existência e lança-se em uma busca mortal à Kain e seus irmãos, que tão friamente o arremessaram no vórtice a mando do tirano monarca. Mas como já mencionado, séculos se passaram desde sua dissolução no grande abismo. Muito havia mudado desde então.

Ao retornar, Raziel admira-se ao ver que Nosgoth estava ainda mais devastada do que em seus tempos. Ao saber de seus irmãos, descobre que os mesmos, assim como ele próprio, mudaram radicalmente. Suas “evoluções” os deixaram mais fortes, porém deformaram-lhes abominavelmente. Melchiah, o primeiro a ser confrontado por Raziel, transformou-se num terrível monstro rastejante de aparência esquelética. Sabendo da monstruosidade na qual tinha transformado-se e o quanto isto lhe era doloroso, Melchiah avança vorazmente contra seu irmão. Seu ataque é descuidado e ele deixa-se facilmente cair no estratagema de seu irmão. Pesaroso, Raziel o elimina definitivamente, libertando-o de seus tormentos. Porém ele sabe que isto era a vontade do próprio Melchiah, que parecia ansiar por um fim.

Após derrotar seu irmão mais novo e devorar-lhe a alma, Raziel parte diretamente para onde sabia que encontraria Kain – as ruínas dos Pilares de Nosgoth, no Santuário dos Clãs. E lá estava o criador de fato, que deixa Raziel totalmente surpreso ao mostrar que, de fato, o esperava. Este sugestiona ter dizimado o clã vampírico de Raziel, o que apura ainda mais a ira do espectro. Quando Raziel começa a criticá-lo por seus atos monstruosos, Kain simplesmente cita sobre o que havia restado do outrora “Império”, para logo em seguida lançar-se furiosamente contra ele em combate.7 Kain mostra-se muito superior à Raziel, dominando-o por completo. Empunhando a lendária Soul Reaver, uma poderosa espada que absorvia a alma de suas vítimas , ele desfere em Raziel o que seria o golpe final. Porém a espada termina por inexplicavelmente estilhaçar-se ao atingi-lo, o que força Kain a retirar-se, parecendo estranhamente satisfeito com o ocorrido. Ainda confuso, Raziel atravessa para o plano espiritual e encontra a lâmina devoradora de almas em sua forma espectral, a qual une-se a ele voluntariamente. Após o confronto, Ariel, o espectro da outrora Guardiã do Equilíbrio e quem havia guiado Kain em sua primeira jornada, surge para apresentar-se à Raziel, passando-lhe alguns fatos. Guiado por esta e pelo “Deus Ancião“, Raziel parte para continuar sua jornada.

Veja o vídeo:

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:

Legacy of Kain: Soul Reaver

Capa da versão européia para Dreamcast

Produtora Crystal Dynamics
Editora(s) Eidos Interactive
Plataforma(s) PlayStation
Microsoft Windows
Sega Dreamcast
Playstation Network1
Série Legacy of Kain
Data(s) de lançamento Estados Unidos 16 de agosto de 1999
27 de janeiro de 2000(versão para Dreamcast)
19 de novembro de 2009(versão para download na Playstation Network)
Gênero(s) Ação/Aventura
Modos de jogo Single Player
Classificação Inadequado para menores de 16 anos i DEJUS (Brasil)
Inadequado para menores de 17 anos i ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 16 anos i PEGI (Europa)
Média CD-ROM, GD-ROM,Download

Apoio: RETROGAMER – FORTALEZA

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