Assassin’s Creed Black Flag Resynced é a volta de um dos maiores clássicos jogos de pirata… falar de pirataria, saques e invasões hoje é complicado, em tempos de jailbreak maciço do Playstation 5 e com o Nintendo Switch 2 e o Xbox indo para o mesmo caminho, pelos vistos todos os mares levam ao PC mas isso é assunto para outro texto!
Aqui eu falo do remake desenvolvido pela Ubisoft Singapore que recupera a aventura de Edward Kenway mas agora com gráficos reconstruídos para as novas gerações de consoles e PCs, combate modernizado e novos conteúdos. Demorei para escrever esta análise pois queria jogar bastante, comparar com o anterior e poder falar sem erros sobre esta experiência: será que esta nova versão consegue superar o original de 2013?
Lançado originalmente como Assassin’s Creed IV: Black Flag o jogo imediatamente conquistou um lugar especial na longa série de jogos graças à sua combinação de exploração, furtividade, aventura histórica e combate naval. Treze anos depois, a Ubisoft fez um turismo ali no Caribe com essa versão “Resynced” que nada mais é que um remake concebido para trazer uma das aventuras mais populares da franquia dos padrões técnicos atuais. O projeto foi reconstruir o jogo na versão moderna do motor gráfico Anvil, pelas mãos de Richard Knight, com Paul Fu na direção criativa e Darby McDevitt como argumentista.
Uma revolução visual perante a versão de PlayStation 3
O upgrades dos gráficos e da gameplay são os argumentos mais fortes deste Resynced. A versão original já apresentava um Caribe memorável e impressionantemente lindo no limitado PS3 com seus 256Mb de RAM e 256Mb de vídeo, limitações técnicas estas que tornaram inevitáveis algumas downgrades na iluminação, nos modelos de personagens e na riqueza dos cenários. O remake introduz tudo isso de volta e mais na iluminação global, reflexos com ray tracing, maior detalhe geométrico, modelos de personagens renovados, meteorologia dinâmica e uma simulação de água mais sofisticada.
O oceano, as tempestades, as ilhas tropicais e as cidades ganham uma presença visual muito mais convincente. Só jogando pra ver. Nos consoles PS5 e Xbox os loadings/carregamentos que, no PS3 eram eternos, agora são quase imediatos (especialmente no Xbox com o Quick Play). Essa modernização não procura apenas tornar o jogo mais bonito: pretende reforçar a sensação de estar a navegar por um mundo vivo e o resultado na minha opinião de fã da série, representa uma evolução substancial em relação à experiência original!
Gameplay: a mesma aventura, com novas regras
A base da experiência continua a ser a jornada d do nosso pirata aventureiro que se vê envolvido no conflito entre os assassinos e os templários durante a era de ouro da pirataria. Com isso a exploração, abordagem furtiva, as missões em terra e as batalhas navais continuam a definir o ritmo da aventura e nos empolgam a não parar mais de jogar… eu gostaria muito de ter encontrado aqui um sistema de multiplayer, com minha “tripulação” de amigos online ou locais navegando e explorando o mundo cooperativamente, contra barcos de outros players (ou com ajuda deles, formando uma frota). Na verdade o jogo só não leva 10 por isso, na versão PS3 joguei demais no modo online!
A Ubisoft introduziu algumas boas alterações ao combate corpo a corpo, com maior ênfase no aparar e contra-atacar que outros jogos também aprenderam e estão usando e abusando, famoso parry, além de muitas melhorias na furtividade e no parkour sobe desce escala pula rola.
As mecânicas navais também foram aprofundadas, preservando aquilo que sempre distinguiu Black Flag de outros jogos de ação em mundo aberto. Como existem novas missões e conteúdos narrativos dedicados a personagens conhecidos, incluindo o famoso pirata Barba Negra, todas estas adições oferecem muitas razões para regressar ao Caribe, especialmente quem já terminou o original e conhece quase de memória a campanha original.
Destaco aqui que achei o combate um pouco fácil demais e que determinadas alterações ao parkour retiram parte da “sensação de peso” do nosso pirata da versão clássica, parece às vezes que é feito de papel… A ausência da expansão Freedom Cry também merece atenção de quem for jogar!
Vale a pena voltar ao Caribe?
Assassin’s Creed Black Flag Resynced demonstra um trabalho bem-feito, um remake bem direcionado a preservar esta aventura memorável e atualizar a apresentação técnica, ao mesmo tempo buscou introduzir melhorias suficientes para tornar esse regresso relevante. Quality of Life, dizem os desenvolvedores, maior moleza digo eu. Quem jogou Demons Souls original no PS3 e depois a versão de PS5 sabe bem o que eu quero dizer com isso. 🙂
O maior trunfo continua a ser a combinação de exploração, liberdade marítima e atmosfera pirata. Para quem nunca jogou AC: Black Flag, pegue logo esta versão Resynced que é uma oportunidade particularmente interessante de conhecer a aventura mais marcante da série. Para os veteranos que platinaram/1000 gold as versões originais, a opinião pessoal de cada um dependerá sobretudo do valor atribuído à renovação visual, às melhorias de jogabilidade e aos novos conteúdos.
Gostei e vou tentar finalizar 100% do jogo. E lamentar não haver multiplayer. E ficar triste pela falta da DLC Freedom Cry! Mas sonhar com a edição de colecionador…
Nota do jogo: 09/10. Um remake tecnicamente impressionante e globalmente bem recebido, recuperando a magia de Edward Kenway com mais recursos visuais, gameplay rejuvenescida e maior facilidade para nós mais veteranos que não temos mais todo tempo do mundo para aprender um novo dialeto e mergulhar profundamente num universo novo de um jogo. Quem quiser ser pirata por algumas horas e navegar enquanto sua tripulação canta melodias de pirata, este jogo é um prato cheio! Eu já falei que falta multyplayer e a dlc Freedom Cry? 😀
Disponível para Playstation 5, Xbox Series, PC no Steam, Epic Games e vários outros serviços, incluindo a própria UBISOFT a quem agradeço a chave da versão Xbox Series. Este jogo foi analisado num Xbox Series X.
Video do trailer:
Vídeo da Gameplay via meu amigo Zangado:

Aprendeu em 1983 com o Atari 2600 o que era um videogame. Do tempo da internet discada, das cartas em máquina de escrever e de conversar pessoalmente! Joga desde o Telejogo Philco-Ford aos consoles mais recentes e celular, gosta de experimentar games indies. Coleciona consoles e jogos que fizeram parte da história! Pai, Motard e Gamer. 😉


