Rio Retrogames 2026, eu fui!

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Semana passada, mais precisamente no dia 25/04/2026, fui à Rio Retrogames. Trata-se de um evento anual focado em retrogaming que acontece, claro, no Rio de Janeiro, e que foi criado e organizado por Marcos Felipe e Saulo Santiago.

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Neste ano, o evento ocorreu em dois dias — sábado e domingo, dias 25 e 26 — e, portanto, deu ao público a possibilidade de visitar o Club Municipal da Tijuca com mais calma. Como o local fica em um bairro bastante conhecido da cidade, chegar até lá acabou sendo relativamente simples.


A chegada

Tive de sair de casa bem cedo, por volta das 8h30, para conseguir chegar ao início do evento, que estava marcado para as 11h. Como moro em Niterói, minha viagem levou “apenas” 2 horas e 40 minutos.

Durante o trajeto, peguei barca, VLT, metrô e ainda caminhei um pouco até chegar ao local. Naturalmente, quem mora na cidade do Rio teve uma jornada bem mais curta. Ainda assim, quando comparo com eventos como a BGS, a Retrocon e a gamescom Latam, percebo que essa viagem foi até tranquila.

Porém, ao chegar ao evento em si, encontrei o primeiro obstáculo: uma fila considerável. Precisei esperar cerca de 40 minutos para entrar. Ou seja, mesmo chegando próximo das 11h, só consegui acessar o evento às 11h40 — e isso, sinceramente, é inadmissível. Infelizmente, esse tipo de problema parece recorrente em eventos de jogos eletrônicos.

Como imprensa, lembro que enfrentei uma fila realmente grande apenas uma vez, na BGS 2015. Ainda assim, esperar tanto tempo continua sendo um grande incômodo, e, portanto, a organização desses eventos precisa olhar com mais atenção para esse ponto.


Dentro do evento

Logo de cara, notei uma coleção interessante de Dreamcast e seus acessórios posicionada no lado esquerdo da entrada. No entanto, a apresentação parecia um pouco solta, já que não havia ninguém por perto para explicar os itens expostos. Isso acabou passando uma sensação de descuido.

Por outro lado, a composição das lojas dentro do evento chamou bastante atenção. Todas estavam montadas em estilo de barraquinha de feira, o que deu um charme especial ao ambiente. Além disso, havia uma grande variedade de produtos à venda.

Encontrava-se de tudo: desde consoles antigos — como era esperado — até jogos diversos e até itens mais recentes, como produtos de Xbox One, Xbox Series e PlayStation 4 e 5. Embora as barracas estivessem bem distribuídas no primeiro salão, o espaço para circulação era extremamente apertado, o que prejudicava bastante a experiência.

Seguindo mais adiante, cheguei ao palco central, que contava com cadeiras para o público. Esse espaço, aliás, estava bem adequado para apresentações e palestras — e já volto a esse ponto.

No outro salão, encontrei mais lojas, diversos fliperamas multissistemas e uma área dedicada a desenvolvedores independentes exibindo seus projetos, jogos e até hardware. Essa parte, sem dúvida, ficou muito interessante.

Foi ali, inclusive, que experimentei algumas novidades trazidas pelo Luiz Nai, do Sega Ultimate, diretamente de São Paulo. Joguei um título de Dragon Ball para o Saturn, conheci o Metal Canary para Dreamcast e também tive contato com o Dream Color, um controle sem fio com dual analógico desenvolvido por um parceiro dele.


Programação

Aqui entra um ponto importante de crítica. No site do evento, não houve divulgação da programação do palco. Durante o dia 25/04, enquanto caminhava pela feira, percebia movimentações acontecendo ali de forma quase aleatória.

Em um momento, vi o Luiz junto com o Rafael, da Banana Bytes, apresentando seus jogos. Depois, era o pessoal da Warpzone. Em seguida, aparecia o Sr. Wilson com o Rambo dos jogos. E, sinceramente, fiquei me perguntando: onde estava a programação oficial?

Para piorar, só descobri pouco antes de ir embora que o Nino, da banda Megadriver, se apresentaria no dia seguinte. Se eu soubesse disso antes, certamente teria me programado para voltar no domingo e encontrá-lo pessoalmente. No entanto, como essa informação não foi divulgada com antecedência, acabei perdendo essa oportunidade.


E por fim…

No fim das contas, fui em um dos dias, gostei da experiência e achei o evento interessante. No entanto, como já era esperado, os preços estavam bastante elevados.

Ainda assim, espero que a Rio Retrogames continue crescendo. Porém, mais do que isso, torço para que a organização resolva esses problemas recorrentes — especialmente fila e comunicação — para que a experiência se torne ainda melhor no futuro.

Abaixo, vocês podem conferir os dois vídeos que fiz durante o evento, mostrando um pouco do passeio por lá. E é isso — missão cumprida.

Texto original: Comunidade Mega Drive

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