Foto : O otimista
Cada vez mais profissionalizado, o segmento gera uma receita anual de R$ 12 bilhões no país, segundo dados da Newzoo. Os chamados gamers, que são pessoas que jogam videogames como forma de entretenimento, hobby ou até mesmo de forma profissional, estão crescendo consideravelmente.
Se há um mercado que continua avançando no Brasil e movimentando a economia, é o de games. Apenas em 2021, gerou aproximadamente R$ 12 bilhões em receitas, de acordo com os dados mais recentes da Newzoo, plataforma especializada em pesquisa e análise de dados do setor. Isso não é uma novidade, já que historicamente os videogames sempre foram populares entre as crianças e adolescentes. No entanto, com o passar do tempo e o avanço tecnológico, os chamados gamers, que são pessoas que jogam videogames como forma de entretenimento, hobby ou até mesmo como profissão, têm aumentado consideravelmente
Eles são dedicados a jogar jogos eletrônicos e muitas vezes se envolvem em comunidades online para compartilhar dicas, truques e estratégias de jogos, bem como para socializar com outros jogadores. Humberto Mota, um publicitário de 28 anos residente em Fortaleza, é um deles. Ele passa cerca de 3 horas por dia jogando videogame, que deixou de ser apenas uma forma de entretenimento e se tornou uma forma de profissionalização.
Narração
Humberto é narrador do Valorant, jogo de tiro da Riot Games que é considerado um dos melhores na categoria competitiva no Brasil.
“Comecei jogando muito cedo, ainda criança e sempre gostei muito. Antes jogava 6 horas por dia, mas, com as atribuições do trabalho, precisei adaptar meus horários. Porém, nunca deixei, pois é um entretenimento do qual gosto muito”, afirma.
Atualmente, além do Diablo, um jogo de estratégia RPG, o publicitário também se dedica ao Moba (do inglês, Multiplayer Online Battle Arena), que significa ‘arena de batalha online para vários jogadores’. Nele, os jogadores dividem-se em times e disputam partidas que duram em média de 30 minutos a 1 hora.
Humberto acredita que o mercado de games só tende a crescer no Brasil e no Ceará. ‘A movimentação aumentou muito, principalmente nos últimos três anos, e na área de esportes. Eventos como o Sana, por exemplo, têm potencializado muito o segmento. As empresas continuam investindo pesado no setor’, observa.
Humberto destaca a profissionalização do setor, que vai além dos jogadores. ‘Existem pessoas que comandam e estão por trás das telas, fazendo a programação. São áreas que estão cada vez mais profissionalizadas. No Ceará, o cenário ainda não é ideal, mas está bem melhor’, reforça.
Perfil
Segundo a pesquisa Gamers do Brasil, da plataforma eletrônica Opinion Box, atualmente, 78% dos gamers preferem jogar em dispositivos móveis, como tablets e smartphones, 53% optam pelo computador, 46% escolhem os videogames e 22% preferem os aparelhos portáteis que podem ser usados como celulares, pois cabem na palma da mão.
O estudo identificou ainda que 46% dos entrevistados preferem jogos de ação, seguidos de aventura (41%), estratégia (39%), corrida (33%), esportes (32%) e simulação (31%). Além disso, 41% jogam apenas jogos gratuitos, enquanto o mesmo percentual compra alguns jogos. Outros 17% disseram que preferem jogos pagos.
Olimpíadas
O estudo Gamers do Brasil, da plataforma eletrônica Opinion Box, aponta que 17% dos jogadores preferem jogos pagos. Além disso, a pesquisa identificou que 46% dos jogadores preferem jogos de ação, seguidos de aventura (41%), estratégia (39%), corrida (33%), esportes (32%) e simulação (31%). Em relação à forma de jogar, 78% dos gamers preferem jogar em dispositivos móveis, como tablets e smartphones, enquanto 53% preferem jogar em computadores, 46% em consoles e 22% em dispositivos portáteis. Quanto à preferência de plataformas de conteúdo gerado por jogadores, o YouTube é o mais popular, com 70% dos gamers que o utilizam, seguido do TikTok (31%), Facebook Gaming (25%) e TV por assinatura (19%).
O estudo também descobriu que 65% dos jogadores concordam que os jogos eletrônicos deveriam ser modalidades nos Jogos Olímpicos e que 70% deles acreditam que a prática precisa ser mais valorizada como um esporte tradicional. Para Luiza Alyne, diretora vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), os jogos eletrônicos não podem mais ser vistos como um hobby. Ela destaca a importância do universo dos e-sports e alerta para os números extraordinários desse setor.
Mercado global
O mercado global de games movimentou quase US$ 180 bilhões em 2021, de acordo com a Newzoo, e espera-se que ultrapasse US$ 200 bilhões em 2023. Esse mercado não se trata apenas de um hobby, pois envolve uma série de outros negócios, como desenvolvedores e o mercado de softwares, artistas digitais para criação de cenários e personagens, internet, TV por assinatura, marcas de roupas e móveis e inovação. Além disso, há muita movimentação no mercado financeiro, desde fusões e aquisições até ações no mercado.

Jornalista e blogueiro
“Em cada trabalho que deve ser feito, há um elemento de diversão.”