Ideias em jogo: Uma grande injustiça

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Esse final de semana assisti ao documentário ATARI:Game Over, este relata a saga de um grupo de pessoas que busca esclarecer o suposto mito de milhares de cartuchos enterrados do game ET: O extra-terrestre, considerado, na época e por alguns até hoje, o pior jogo de todos os tempos, e é sobre isso que trata a injustiça cometida.

Para muitos que ainda não viram o documentário, pouco se sabe sobre a verdeira história desse jogo, mas na época a Atari passava por uma situação conhecida como “Crash dos Videogames” que aconteceu em 1983. Após dois anos do lançamento do Atari 5200 (em 1982) o mercado de jogos estava passando por um dos momentos mais turbulentos de sua curta história. O mercado estava lotado de jogos sem qualidade, boa parte da Atari, e a cada dia chegavam mais e mais. O ápice chegou com o lançamento de E.T. the Extra-Terrestrial, um port do filme de mesmo nome, que foi uma das maiores bilheterias do cinema e por isso apostaram num jogo inovador, que na verdade era muito mal feito e de proposta sem sentido, e isso fez que o mercado não aguentasse: muitos consumidores pararam de comprar videogames e começaram a preferir os computadores. (Fonte: Wikipédia).

Injustamente consideraram o jogo ET, como o pior de todos os tempos. Com certeza influenciados pelo fator crise dos jogos, mas poucos também sabem que  a tarefa de desenhar e programar o jogo foi oferecida a Howard Scott Warshaw a pedido do próprio Spielberg,  que ficou muito satisfeito com seu trabalho anterior na adaptação do filme Raiders of the Lost Ark (Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida). Contudo, se considerou que era impossível cumprir essa data de entrega.

Warshaw aceitou o desafio que por causa das prolongadas negociações para assegurar a concessão da forma para realizar o videogame só restavam cinco semanas para o dia 1 de setembro  (quando a média de produções da época era de no mínimo 6 meses), a data de entrega necessária para poder vender na campanha de Natal. Quando na época a programação de jogos não era tão acessível como hoje. Falar que o jogo é ruim é fácil. O jogo tem seus atrativos e joguei também para comprovar isso. Mas na minha opinião o fator que talvez tenha levado muita gente a dizer que o jogo é ruim, foi, ELE É DIFÍCIL! Difícil de jogar e entender sua jogabilidade, como pode-se ver no gameplay a seguir.

Programar para Atari não é algo trivial hoje, agora imaginem em 1983, vejam a palestra a seguir que fala um pouco sobre isso:
“O videogame mais popular dos anos 1980 exige certas peculiaridades de programação que fariam com que qualquer programador iOS talvez desistisse do desafio logo de cara. Isso por que, veja bem, tudo o que você programar para empacotar num cartucho de Atari deverá contar – no máximo – míseros 4Kb.” Veja mais sobre isso clicando aqui.

Bem encerro essa postagem por aqui, indicando o documentário para que todos possam assistir, e entender o que me levou a escrever sobre isso. O mesmo está disponível no Netflix e na plataforam Live XBOX da Microsoft.

Autor: Izequiel Norões

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