É domingo e o Momento Retrô está de volta para matar aquela saudade de um jogo antigo, ou apresentar algo novo nem tão novo assim. Você, fã de FPS, provavelmente já deve ter jogado diversos jogos do gênero, mas sabem como tudo começou? Trago-lhes: Battlezone. Jogo que, apesar das suas particularidades, representa um dos grandes saltos dos videogames.
Battlerzone é um shoot’em up (alá Spacer Invaders), onde o jogador controla um tanque que patrulha uma perigosa zona de guerra, onde os objetivos vão de destruir o maior número de tanques inimigo, evitar o fogo e destruir, ou evitar, os mísseis que aparecem eventualmente. Os tanques inimigos podem vir de duas formas; tanques padrão com movimento lento e os “Super Tanques” com movimento rápido. Um único golpe obtido de um tanque inimigo ou de um míssil resultará na perda do tanque do jogador. Um disco voador também aparece uma vez ou outra, mas não ataca o jogador e pode ser ignorado ou destruído para obter pontos extras.

O cenário consiste em um plano com um horizonte montanhoso apresentando um vulcão em erupção, além de uma lua crescente distante e vários objetos geométricos sólidos, tais como pirâmides e cubos. O jogador controla o que seria a tela do radar do tanque, para encontrar e destruir os tanques ou os mísseis. O jogador pode se esconder atrás dos blocos e também, após o disparo, manobrar em giros rápidos para ganhar tempo para atirar. Os obstáculos geométricos são indestrutíveis e podem bloquear o movimento do tanque do jogador, mas também servem como escudo.
O jogo foi projetado por Ed Rotberg e lançado em Arcade pela Atari em 1980. Foi produzido ao mesmo tempo que o Red Baron , por isso a semelhança entre os jogos. Ainda na sua fase de protótipo, antes mesmo da sua produção em massa, “Future Tank” e “Moon Tank” foram cotados para possíveis nomes para o jogo.
Por causa do gráfico vetorizado e do processador chamado “mathbox”, usado para fazer cálculos em 3D, o jogo foi considerado por muitos o primeiro jogo 3D da história dos videogames, quando combinado com um “óculos” onde o jogador coloca o rosto, mudando a perspectiva do jogo, sende este o motivo para Battlezone ser considerado o primeiro jogo de realidade virtual.
Algumas curiosidades
- O Arcade de Battlezone aparece em alguns filmes como: Tron(1982), Joystick(1983), O Experimento Filadélfia(1984), Running Scared(1986)
- Battlezone aparece no livro “1001 videogames que você deve jogar antes de morrer” escrito pelo editor geral Tony Mott.
- Uma versão do Battlezone chamada The Bradley Trainer foi projetada para ser usada pelo exército dos EUA como simulador para atiradores de Bradley Fighting Vehicle, que foi encomendada por um grupo de consultores de alguns generais já aposentados. Alguns desenvolvedores dentro da Atari se recusaram a trabalhar no projeto devido a associação com o Exército.
- Battlezone ainda está sendo lançado até hoje! O Jogo ganhou versões e continuações de sua série para diversas plataformas: Atari 2600, Commodore 64, Windows, Xbox 360, Nintendo 64,PSP, iPad, Macintosh, Playstation 4 e também uma versão para Playstation VR.
E então? Gostou do Momento Retrô desta semana? Conseguiu acertar alguns dos discos voadores, que muitas vezes passam e nem percebemos? Até a próxima!!

Vívian Kim
Estudante de Jogos Digitais e Level Designer.
“Os jogos ainda irão dominar o mundo”
Level designer de jogos e cientista de coração, apaixonada por videogames e cultura nipônica. Os videogames são como café para alma.





Gostei! 🙂
Achei bem documentado e certamente eu aprendi odiar aqueles malditos discos voadores, hehehe.
Só achei que faltou falar um pouco dos adesivos usados sobre a tela para dotar de color ao jogo, já que para as pessoas, que como eu, curtiram de criança o Battlezone, o jogo fica triste em branco e preto, em vez de o HUD vermelho e a zona de jogo verde, como aparece na primeira imagem.
Obrigado Maurício, continue acompanhando nosso conteúdo 🙂