Bem-vindos a mais um Quebrando a Semana, seu resumo semanal de notícias apresentado de um jeito leve e sempre divertido sobre o que aconteceu no mundo dos games, tecnologias e tudo que o que nos fascina nessa indústria criativa!
EPISÓDIO 003
SUPER MÁRIO GALAXY: THE MOVIE
Antes de começar mas já começando, venho falar de Super Mario Galaxy: “quem já fomos” ao cinema? Levaram seus filhos? Sessão dublada ou legendada?
Para quem já viu: concordam que é 25% Mario Galaxy, 50% Mario Odyssey, 10% Star Fox, 10% Super Mario Maker e 5% Paper Mario? Acham que faltou mais trilha sonora dos games? Cadê nosso Zeldinha? (sim eu sei que o herói chama Link) Aproveitem e vejam a crítica do filme em nosso site.
Para quem ainda não viu mas quer ver: corre lá pq até este momento já passou dos 375 milhões de dólares em bilheteria!
Para quem ainda não viu e nem quer ver: ó dia, ó vida, ó azar, ó céus?
Próximas estréias ainda este ano: Mortal Kombat em maio, Resident Evil em setembro, Street Fighter em outubro e ano que vem já sabemos de Minecraft 2, Sonic 4, Angry birds 3 e o (que medo) live action de Legend of Zelda!
Luta contra os celulares e nova pesquisa gamer quentinha saindo do forno
Agora sim começamos a semana: uma onda que começou nos Estados Unidos está ganhando cada vez mais terreno: comércios onde o aparelho celular é proibido ou evitado. O que acham se essa onda chegar ao nosso Brasil, terra onde quase metade dos jogadores prefere o smartphone (segundo a última Pesquisa Game Brasil 2026)?
Plataformas Preferidas do Público:
– 44,1% Smartphone
– 24,0% Console
– 21,2% Computador
Em bares, restaurantes e outros ambientes coletivos as pessoas estão percebendo que, ao deixarem os celulares de lado, coisas realmente positivas acontecem, principalmente quando interagem mais umas com as outras. Alguns chefs até dizem que os celulares desviam a atenção dos clientes da comida e podem impactar os clientes a ponto de eles “saírem sem a sensação de que algo realmente aconteceu” devido às distrações das redes sociais e mensagens. Os clientes também estão percebendo a experiência fica mais rica e como isso ajuda os estabelecimentos a garantir algo memorável.
Especialistas dizem que esse “detox digital”, ainda que curto, ajuda a ter uma mente mais clara, nervos mais calmos e amigos/familiares mais felizes e acusam nossos dispositivos de reduzir a capacidade de atenção, prejudicar nossa habilidade de concentração e até mesmo nos impedir de ter mais empatia.
É interessante que esse movimento “anti-celular” não se resume a bares e restaurantes independentes, grandes redes norte-americanas também adotaram políticas de “proibido usar celulares e postar mensagens” em suas unidades em Dallas, Las Vegas, Los Angeles e Miami para “proteger a privacidade de todos os clientes e preservar o ambiente intimista”, segundo o comunicado oficial da empresa que não vamos divulgar o nome.
Segundo alguns donos de restaurante, só o fato do cliente segurar o cardápio e não uma versão digital escaneado de um código de barras, já é parte inicial da experiência e da imersão naquela futura refeição. E já são 11 estados norte-americanos com estabelecimentos assim. Em Maryland – Washington, as unidades de uma rede fast-food oferecem sorvete grátis para famílias que não usarem celulares à mesa.
O Brasil está apenas atrás da África do Sul no quesito “olhar para telas”. Ou seja: um cidadão brasileiro passa em média NOVE horas por dia em frente a diferentes tipos de telas, das quais mais de CINCO horas diárias em smartphones. Você que está lendo é um desses que não larga a telinha e trocaria desligar delas por 1 ou 2 horinhas em troca de sorvete ou de uma experiência mais divertida?
Artigo “Ideias em Jogo” é o destaque da semana
“A Arte do Ponto e da Linha”: nosso editor-chefe-CEO-presidente-almirante-coronel estava inspirado e escreveu esta semana um resumo sensacional sobre a história dos videogames!
A primeira parte do artigo pode SER LIDA AQUI e nos convida a uma reflexão que vai desde a raiz dos videogames até a era dos gráficos vetoriais (ou seja: do Pong ao Vectrex para os mais apressados).
Trouxe do artigo uma reflexão interessante para o nosso debate semanal: “A história dos videogames é, antes de tudo, uma história de resistência. Resistência contra as limitações de hardware, contra o ceticismo acadêmico e contra as barreiras do que se considerava “arte” ou “ciência”. Quando olhamos para um Cyberpunk 2077 rodando com Ray Tracing hoje, esquecemos que a semente de tudo isso foi plantada em telas de osciloscópios e mainframes que ocupavam salas inteiras.”.
Comecei a brincar de joguinho em 1983 com um Atari 2600 trazido do nada pelo meu pai. E vocês?
Starfield chegou ao PS5 com updates, DLC e patch para PS5 Pro. Lá ele ou sucesso?
Confesso que só animei com essa notícia pelo fato do jogo-chave do Xbox, o queridinho da Gamepass junto com o Indiana Jones, ter ido para o sistema Playstation.
Esse update com a DLC trouxe uma série de novidades que convidam jogadores como eu, que já esgotaram as missões no universo do jogo, para voltarem a jogar. No PS5 Pro ainda há melhorias como o Modo Visual Pro (4K 3fps) com mais qualidade e o Modo Desempenho Pro (60fps performance), os dois abusando da tecnologia de upscaling PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution).
O que mais me convida a rejogar é o controle Dual Sense, esse jogo espacial misturado com as sensibilidades hápticas do controle e os gatilhos adaptáveis devem sim proporcionar uma imersão extra. O restante é Bethesda no seu melhor e quem é fã ou joga os seus jogos sabe bem o que eu estou falando.
Quem já jogou Starfield vai voltar para checar a DLC e os updates? Quem nunca jogou vai preferir a versão Xbox caixa verde ou a versão Playstation azul e branca?
Crimsom Desert: o jogo que todos amam falar mal e amam mais ainda jogar. O mimimi do momento? “Depois de fazer as missões o jogo fica pacífico demais”. (suspiro)
É isso mesmo, caro jogador raiz de Demons Souls PS3 com Deprivated Valley a 10fps. O jogo que nasceu criticado, teve updates de melhorias importantes mas ainda assim precisa de mais algumas, neste momento (até a edição deste artigo) tinha o foco no jogo se tornar pacífico demais.
Entendo a frustração de quem pagou preço full de lançamento, é um jogo de mundo aberto que não recompensa muito a exploração e tem esse outro lado, ou seja, depois de matar os inimigos, expulsar bandidos dos acampamentos e etc o jogo fica muito tranquilo, sem inimigos, sem desafios. A crítica é até válida no sentido de que poderia haver repeteco de bosses ou novas invasões nos acampamentos, facilitando aos jogadores farmar itens e armas ou evoluir o personagem.
Depois de 100h de jogo os gamers reclamam que o jogo acaba literalmente, fica nada por resolver, nenhuma área por explorar, nenhum desafio que não seja ir ao NG+. Em jogos como Skyrim e Oblivion, Kingdoms of Amalur e Dragon’s Dogma esses acampamentos de bandidos, catacumbas e inimigos reaparecem em diversos pontos então podemos enfrentá-los e upar o personagem.
Outra crítica é ser obrigado a jogar com o único personagem disponível Kliff, coisa que os modders ja resolveram em parte adicionando uma personagem feminina e customizações. Num jogo enorme e de mundo aberto, diferente por exemplo de Sekiro, esta crítica parece válida!
Um dos meus streamers favoritos o Zangado fez um resumo bem interessante (antes dos patchs):
Vocês concordam com essas críticas ou #partiuNG+ e bora jogar as missões de novo?
Tem aí um notebook ou PC antigo que mal roda o Windows? É exatamente aí que o Google aposta com o seu Google OS e Google OS Flex!
Parece tema antigo mas agora ficou mais sério: com a Microsoft insistindo para que os usuários abandonem versões antigas do Windows para o mais recente Windows 11 acaba sendo criada uma obrigação também de upgrade de hardware pois o notebook maneiro sem TPM 2.0 ou computador gamer que roda até Crysis são velhinhos demais para o atual sistema operacional… parece coisa de nicho mas são, mais ou menos, 500 MILHÕES de computadores afetados e que ainda usam sistemas antigos.
Apostando nisso surgiram dezenas de versões de Linux, muitos deles próprios para jogar, o sistema SteamOS que se tornou mais “compatível” com máquinas fora do cluster da Valve e o assunto que nos interessa: o Chrome OS. A Google disponibiliza duas versões (Chrome OS e o Chrome OS Flex) que têm como vantagens integração com os celulares Android e os programas da Play Store.
Antes de sair correndo fazendo downloads ou comprando pendrive de 3 dólares, entenda: o Chrome OS é exclusivo dos aparelhos Chromebook e Chromebox, oferecendo uma experiência Android e Linux completa a esses dispositivos que são certificados. Já a versão Chrome OS Flex é mais voltada à nuvem, não suporta aplicativos Android e suporta alguma coisa básica de Linux, mas por questões de segurança tudo se baseia em aplicativos do navegador: tudo o que o navegador Chrome conseguir rodar, de games a emuladores, estará lá.
Não testei ainda mas está na lista de espera. Tenho um notebook i3 com AMD Radeon que já experimentei o tiny10 e tiny11, versões modificadas para consumir menos recursos. Agora vou experimentar o Linux Bazzite, CachyOS ou esse Chrome Flex, me desejem sorte!
É o que temos para esta semana! Toda sexta-feira às 20h no YouTube do nosso Quebrando o Controle não perca o Quebrando a Semana, falaremos ao vivo deste conteúdo e outros temas com humor e em clima de happy hour.
Sempre com convidados surpresa para quebrar o controle ou brindar as notícias mais relevantes do mundo gamer, portanto participe, envie idéias e sugestões, você pode ser o próximo a estar ao vivo num desses episódios!

Aprendeu em 1983 com o Atari 2600 o que era um videogame. Do tempo da internet discada, das cartas em máquina de escrever e de conversar pessoalmente! Joga desde o Telejogo Philco-Ford aos consoles mais recentes e celular, gosta de experimentar games indies. Coleciona consoles e jogos que fizeram parte da história! Pai, Motard e Gamer. 😉