Uma experiencia no Museu do Videogame

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Sou fã de videogames desde que me entendo por gente, e isso foi lááá no inicio anos 90, logo após o grande boom da industria dos jogos eletrônicos. Nessa época, me divertia com meu irmão e primos em longas tardes, regadas a biscoito recheado e refrigerante. Em frente a uma TV de 14 polegadas jogávamos em um Super Nintendo, e viajamos por mundos fantásticos na tentativa de salvar a bela e indefesa princesa. Só de lembrar bate uma forte nostalgia, e foi esse sentimento, de saudosismo, que invadiu o coração dos gamers da cidade de Fortaleza com a chegada do Museu do Videogame Itinerante.

Em meio a um oceano de consoles nos deparamos com a, ainda breve, história dos videogames. São tantos consoles expostos, tantas peças que foram marcantes e importantes para que tivéssemos os atuais consoles. Diferente de exposições tradicionais, no Museu Itinerante, nós podemos jogar em diversas peças e sentir em nossas mãos as evoluções e involuções que ocorreram nesses mais de 40 anos.

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O Museu cumpre de forma simples e magnífica o que promete, que é levar o visitante ao passado, e fazer com que ele sinta a mesmíssima sensação das manhãs e tardes de pura jogatina. Quando estive na exposição tive a oportunidade de experimentar o Magnavox Odyssey, o primeiro videogame comercializado, e ao tocar no joystick minha mente foi transportada imediatamente aos tempos de pura simplicidade.

O jogo era bem objetivo, pilotava uma nave formada por três traços, a qual disparava contra outros traços que representava os invasores, e estes disparavam bolinhas coloridas tentando me matar. Confesso que apanhei para entender o funcionamento do controle, diferente dos atuais, onde movemos os personagens sem precisar de fazer nenhum esforço ou de certa malemolência. Depois de “domar” o controle, o que levou 1 minuto de “aclimatação”, me vejo fissurado em bater o recorde que outro indivíduo deixou gravado na tela.

Sem perceber estou com a língua entre os dentes, com um brilho no olhar e um sentimento tão honesto de liberdade, de desafio, um pulsar diferente no coração que me faz cair num vórtex de sentimentos. Esqueço até que estou em um shopping (rsrs), mas logo recobro a consciência e vejo que uma fila estava se formando atrás de mim.

Foi um momento mágico, com um “joguinho” que não roda em 1080p muito menos em 60 fps, sem gráficos extraordinários, nem narrativas complexas ou recheado de plot twist. Mesmo assim fiquei entorpecido e percebo que é ainda muito fácil se divertir o pouco e simples tem o poder de se torna gigantesco em nossa mente. Infelizmente, estamos nos últimos dias de exposição do Museu do Videogame e quem ainda não teve o prazer de visitá-lo não pode ficar em casa, levante e faça uma bela viagem ao passado.

Mais informações na page do evento: http://on.fb.me/1Qk69iM

Autor: Lucas Silva

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