Um dia nossos consoles antigos morrerão…
Aceite isso e curta enquanto pode!
por Mário Coelho Bessa
Bem, chegou a hora de iniciar um desafio. Iniciar minha coluna autoral, aqui na UCEG/QoC.
Deem boas-vindas à Why We Play – Crônicas de um (não tão) velho jogador, que pretendo manter com periodicidade mensal por essas bandas do mundo digital. Espero que gostem!
E, para começar, como não ser falando de uma das minhas grandes paixões gamisticas: consoles e jogos antigos.
Bem, você coleciona videogames antigos? Curte retrogaming? Vou te contar uma coisa que, talvez, você não tenha parado para pensar.
É triste, mas vou falar da mesma forma mais direta possível e vou fazer da forma quando se arranca um band-aid: deu uma vez só, puxando com força… Quem avisa amigo é. E eu te avisei mais de uma vez.
Preparado? Vamos lá: Mais cedo ou mais tarde, os seus (os nossos) consoles antigos morrerão.
Falta de peças de reposição, de mão-de-obra especializada será um problema. Imaginem onde conseguir peças para um Vextrex, por exemplo?
E não acaba por aí. Pode ser pior. Consoles antigos podem perder a relevância frente a outras formas de se acessar os jogos antigos que não seja jogando nos consoles de origem desses games, tais como emuladores, relançamentos de em plataformas modernas, enfim, por qualquer outro método de acessar essas obras de arte (sim, falo arte, por considerar arte e voltaremos a esse ponto em outros artigos no futuro, prometo).
Mas existem algumas boas notícias e uma delas é que podemos adiar essa morte de nossos tão queridos consoles…
Mas vou começar por outro ponto: você já reparou que consoles de cartuchos duram muito mais do que consoles com leitores de CDs /DVDs?
Esse é um ponto relevante.
Não é incomum, vermos Super Nintendo, Mega Drive, Master System e até Ataris e Odysseys entocados dentro de caixas durante anos sem ligar, mas ao plugar numa tomada e assoprar um cartucho…
(NÃO, NÃO FAÇA ISSO!!!)
Fazendo isso, você pode danificar seus consoles e cartuchos. Use limpadores específicos para a limpeza de conectores), ele liga sem problema algum?
Ou ainda com uma simples limpeza e troca de um ou outro capacitor (problema recorrente em qualquer equipamento eletrônico que utiliza placas, os consoles, inclusive) eles voltam à vida por mais longos e longos anos?
Ao mesmo tempo em que existem diversos memes rodando pela internet sobre a apreensão dos jogadores ao ligar os seus Playstation e Playstation 2 e ficar torcendo para que ele passe pela tela de loading? Um dos motivos para essa fragilidade maior de consoles da Sony, dos Saturns e Dreamcasts, por exemplo, está no fato desses sistemas da geração de 32 bits em diante terem uma grande quantidade de peças móveis, lentes dos leitores, motores, correias de tração da unidade de leitura, que impactam muito mais do que nos bons e velhos cartuchos?
Isso pode ser uma mera impressão, de maior via útil de consoles baseados em cartuchos, frente aos que usam discos digitais como mídia, mas aí vem outro ponto: os aparelhos que usam cartuchos são mais antigos e, por esta razão, mais difíceis de se conseguir peças e mão de obra qualificada, do que máquinas mais recentes (embora, em tese, mais frágeis).
Em todo esse cenário, de que um dia, ainda que demore muito, mas muito mesmo, os consoles que temos hoje em casa vão deixar de funcionar, podemos até adiar isso bastante, sempre os lingando, limpando, e levando para manutenção junto a técnicos especializados. Assim nós podemos adiar bastante este futuro.
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Advogado, graduado em Direito pela Universidade de Fortaleza (2001) e Pós-Graduado em Direito Privado pela Universidade de Fortaleza (2003). Colecionador de jogos eletrônicos. Diretor Vice-Presidente da União Cearense de Gamers – UCEG. Sócio da Quebrando o Controle Entretenimento, diretor de administrativo, produtor e roteirista de jogos eletrônicos. É colunista do site de jogos eletrônicos www.quebrandocontrole.com.br e titular das colunas Manifesto Gamer e Contracapa e apresentador do programa Hidden Gems. É colunista do portal Achou Gastronomia e titular da coluna Vem Pra Mesa.


