O Quebrando o Controle esteve presente nos dois dias de realização da Canal 3 Expo 2025, fazendo a cobertura jornalística a convite da organização. Em dado momento, batemos um papo com Mario Meireles, um dos responsáveis pelo programa Zero1, da TV Globo, fenômeno que levou os games para uma emissora aberta de televisão com um viés totalmente inovador, consistente e maduro.
“Foi uma revolução, dava doze pontos de audiência à meia noite, mesmo patamar do horário matinal”, rememorou o profissional na conversa. Meireles é diretor artístico de televisão há 40 anos, especialista em multi-câmeras, grandes eventos e em transmissões ao vivo, com passagens por grandes veículos, como a Rede Globo e o Grupo Bandeirantes de Comunicação, entre outros.
“O Zero1 foi uma ideia do Boninho e eu tive o prazer de comandar três temporadas do programa”, explicou enfatizando como o projeto, regular na emissora entre os anos de 2016 a 2019, se consolidou com a audiência, “Tínhamos patrocinador exclusivo e tinha fila de empresas querendo patrocinar o programa”.
O Zero1 realizou entrevistas memoráveis, como o bate-papo com Nolan Bushnell, criador da Atari, durante a Brasil Game Show, Charles Martinet, a inconfundível voz de Super Mario, e personalidades locais, como os streamers Rato Borrachudo, Zangado e Monique Alves, do Resident Evil Database.
“O Leifert é geek de carteirinha. É fã de tudo o que existe sobre Star Wars, tanto foi convidado para fazer um especial com a Millenium Falcon: Smugglers Run, no parque da Disney Experiences”, acrescentou. Em outro momento da conversa, Meireles comentou que foi, ele também, um nerd das antigas, jogando Tele Jogo desde os 12 anos. “Lia de tudo, muita ficção científica, Julio Verne, Senhor dos Anéis, Agatha Christie, Lobsang Rampa, sempre me alimentei de muita leitura. Eu sou um micreiro desde os 15 ou 16 anos, nem existia internet. Fui fazer engenharia e, depois, fui para uma graduação em cinema”.
Suas experiências com o universo geek na TV vieram muito antes do Zero1, como revelou, trabalhando em programas como Topo Giggio, nos anos 80, e o Clube da Criança, na extinta TV Machete, entre outros. “Dirigi todos os programas da TV Colosso na Rede Globo, era a coisa mais nerd daquela época”, explicou.
Antes dos games, o diretor rememorou seus tempos de fliperama, jogando nas máquinas de diversões eletrônicas operadas com ‘pinballs’, que eram controles que impulsionavam bolas de metal por uma plataforma com botões e bumpers, que reagiam à dinâmica das bolas. “Joguei muito pinball, mais tarde, joguei muito Zelda, mas o que eu gostava mesmo era de dar tiro, então jogava muito o Wolfenstein 3D e o DOOM”.
Interessados em rever ou conhecer o programa em vídeo Zero1 podem acessar todos os episódios na plataforma de streaming Globoplay.

Imagem: registro do evento | acervo do autor

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.