Desde que um grupo de profissionais do setor de jogos digitais do país se articulou para entregar a Cartilha Lula Play ao atual presidente do Brasil e da sanção do Marco Legal dos Games, desenvolvedores e associações vêm buscando fortalecer o diálogo com o poder público em favor de políticas que possam fortalecer nossa produção e mercado de jogos.
Veja, abaixo, algumas iniciativas recentemente adotadas nesse sentido e que podem se converter em caminhos mais sólidos para esse estreitamento entre projetos de games e políticas favoráveis ao setor.
Em Fortaleza, no Ceará, a ASCENDE, Associação Cearense de Desenvolvedores de Jogos, produziu a “Carta Aberta da Indústria de Jogos do Ceará”, que visa a produção de políticas públicas para os jogos digitais, efetivando direitos que vêm sendo conquistados em múltiplos fóruns populares locais.
No Rio de Janeiro, a ACJOGOS-RJ, Associação de Criadores de Jogos, apresentou uma “Carta-Programa” a vários candidatos à prefeitura e às câmaras legislativas. O prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD-RJ) e de Petrópolis, Rubens Bontempo (PSB-RJ) já receberam o documento, bem como vários candidatos agora eleitos vereadores.
Em São Paulo, a RPG, Rede Progressista de Games, antigo Comitê Lula Play, entregou ao candidato Guilherme Boulos, do PSOL, uma versão da cartilha entregue ao presidente em 2022, agora denominada “Cartilha Boulos Play”, disponível online.
Outras propostas de desenvolvedores e ações locais seguem em curso nos demais estados, com avanços pontuais e negociações que seguem junbto a outros setores da sociedade.
Com informações do Diário do Rio
Imagem: Torem [Estúdio Swordtales] – 2015 | divulgação

Idealizador do projeto Indie Brasilis, ex-editor e atual colaborador do Quebrando o Controle, o jornalista se diz um Geek assumido e fanático por RPG e Dungeons & Dragons. O profissional atua desde 2007 no jornalismo de games, com passagens pelos veículos Portal GeeK, Game Cultura, GameStorming, Rádio Geek e Drops de Jogos, entre outros.