A Game Developers Conference (GDC) é uma das maiores conferências dedicadas ao desenvolvimento de jogos eletrônicos, realizada anualmente, que reúne profissionais da indústria de todo o mundo. Entre eles estiveram representantes do Brasil, como a maranhense Ana Ribeiro, uma figura proeminente nos jogos de realidade virtual e a mente por trás da aclamada série Pixel Ripped.
Ana gentilmente nos concedeu um breve relato (e algumas fotos) sobre sua última experiência nesta conferência, que apresentamos nos parágrafos seguintes:
“Essa foi a minha oitava presença. O melhor da GDC é encontrar as pessoas e reconectar. Eu vi várias pessoas do Brasil, amigos e desenvolvedores. Encontrei com gente da Inglaterra, por exemplo, o Henrique Olifier, um amigo da Bossa Studios (que fez o Surgeon Simulator).”
“Estavam lá dois dos meus melhores amigos da universidade da NFTS (National Film and Television School), o Paul e o John, que eram mais próximos do curso. Fora as outras pessoas que eu encontrei, pessoal da empresa que trabalha (comigo) online e não se vê pessoalmente.”
“Encontrar e conhecer pessoas, como o presidente da SEGA, à uma da manhã, sentados para comer lá no hotel. Isso que torna incrível a GDC, né? Está o mundo todo lá e você conhece pessoas novas em momentos inusitados. Eu diria que os melhores encontros até acontecem fora da conferência!”
“Fui também dar palestra este ano, (sendo esta) a minha segunda (palestra) na GDC. A primeira foi em 2020, durante a pandemia, com o meu time do Pixel, (quando) a gente fez um painel online sobre o Pixel 1995 e como que as memórias afetivas aumentam a imersão.”
“Esta foi a primeira vez que estive num painel presencial na GDC. Eles dão apoio de hospedagem, ganhei tickets para o evento, e apoio com refeição. Foi muito bom! Eu fiz um painel sobre (os últimos) 10 anos da indústria do Brasil, junto com a Thais Weiller, Arthur Protasio, que organizou (o painel) junto com o Bruno Campagnolo, e onde também estava o Sandro Manfredini, da Epic Games.”

“Cada um (de nós) falou sua perspetiva da indústria, além de terem compartilhado (nossas) histórias pessoais e os últimos 10 anos da indústria. O engraçado é que essa é uma palestra que o Artur e o Bruno deram na GDC há 10 anos atrás. Eles agora fizeram a atualização dessa palestra, na versão dos últimos 10 anos.”

“Resumindo, fui para a GDC para dar o painel e reencontrar e conhecer pessoas novas!”
Assim se encerra este relato de Ana, que destaca a importância da GDC para estabelecer e fortalecer os contatos entre os criadores nesta indústria global. Em nome do Quebrando o Controle, agradeço a Ana por sua disponibilidade!
Fotos: acervo de Ana Ribeiro

Licenciado em Engenharia Informática e Computação pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Gerenciamento de Projetos na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, Brasil. Fundou com o amigo Marcus Garrett, a Teknamic Software (Bitnamic no Brasil), software house dedicada a reeditar jogos clássicos, como “Amazônia” e “Incidente em Varginha”, e publicar novos títulos como “Alien Holocaust” e “Saboteur! Remastered” para o Atari 2600 e o ZX Spectrum.


