Game Talk: Gerações de consoles parte I.

Game Talk
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O mundo dos videogames é conhecido por sua forma diferente de entretenimento, seja ela a partir de uma simulação de eventos e fatos ocorridos no cotidiano, ou controlando um personagem de um mundo fictício onde você se diverte com a mecânica e jogabilidade daquele pequeno universo digital. O objetivo do artigo de hoje é decorrer, de forma breve, sobre as principais inovações tecnológicas de cada console na época.

Desde a sua popularização na década de 80, a indústria sempre busca inovar a cada ciclo, popularmente conhecido como geração, seja em melhorias gráficas ou em diferentes formas de interação com o jogador. Nesse período, os consoles de mesa, não faziam frente às poderosas máquinas de fliperama, as máquinas eram bem maiores que os consoles o que oferecia um espaço maior para placas com maior potencial gráfico, que às vezes eram maiores que os próprios consoles! Além disso, o fato de atrativos visuais, como simulação de carro ou moto onde era possível jogar pilotando o próprio veículo e até mesmo o fato de servir como ponto de encontro dos amigos do bairro fazia com que os arcades sempre estivessem a frente.

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Crash e Renascimento:

Como citado anteriormente, o atari 2600 foi um dos grandes responsáveis pela popularização da jogatina caseira, contudo, também foi um dos responsáveis pelo famosos crash na indústria, devido a uma série de más decisões da empresa além de um mercado extremamente saturado levaram a quebra da empresa e todo o mercado de games norte americanos.

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E.T. Principal culpado pelo ‘crash’ e leva o título de pior jogo do mundo até hoje.

Porém, em 1985 a empresa japonesa Nintendo lançou o NES, Nintendo Entertainament System, conhecido no japão como Famicom, o console trouxe novos ares ao mercado. Com jogos próprios e diversas parcerias, o console foi um sucesso e vendeu quase 62 milhões de unidades. O sucesso do NES foi extremamente importante para o mercado que conhecemos hoje em dia, nesse período diversas grandes franquias foram criadas e se estabeleceram. A SEGA, empresa também japonesa, mas que atuava principalmente no mercado de arcade decidiu também lançar seu primeiro console para, master system, para rivalizar com a Nintendo, contudo a dificuldade para competir com os títulos da Nintendo fizeram com que o console vende-se 13 milhões de cópias

 

Embora esses consoles já passem da casa dos 30 anos desde o ano de lançamento, foi nessa época quando começamos a ver algumas inovações tecnológicas bem diferentes para o que os próprios hardwares poderiam oferecer, entretanto,  se analisarmos de uma forma mais positiva, a importância dessas tecnologias foram vitais para os futuros acessórios que possuimos hoje.

Uma porta para o Futuro

A power glove é um bom exemplo, a ideia era que o jogador tivesse todo o controle do jogo em sua mão, diferente da experiência com o controle tradicional. As propagandas da época mostravam que , até o momento inovação, era o que separava a ‘brincadeira de criança’ dos adultos. Outro acessório famoso era o Laser Scope, que era um protótipo para os headsets atuais, o equipamento permitia o jogador a mirar em um determinado algo somente usando o LaserScope e seu visor além comandos por voz para os disparos de projéteis, o headset ainda poderia ser usado para os famosos toca fitas da época, o que justificava uma maior vida útil ao aparelho.

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Pensando nisso, a SEGA não ficou para trás e lançou Óculos 3D SegaScope, que de maneira inteligente utilizavam a própria forma de funcionar das TVs da época. Como as televisões entrelaçavam as linhas pares e ímpares alternadamente, eles só precisavam sincronizar os óculos com esses intervalos para enviar imagens levemente diferentes para cada olho, criando um efeito de profundidade 3D. A Nintendo lançou um acessório semelhante, o Famicom 3D System, mas ele não fez muito sucesso e nunca saiu do Japão.

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4º Geração: SNES, Megadrive & Console Wars.

A Como citado anteriormente, depois de um ‘crash’ e um reestabelecimento movido por empresas japonesas, a Nintendo e SEGA continuaram investindo firme no mercado dos consoles de mesa e com isso, lançaram novos consoles para o mercado, o que marcaria o início da 4ª geração dos consoles, uma das mais memoráveis até hoje. Marcada por uma ‘guera’ entre SEGA e Nintendo, seja em comerciais de TV, jornais e indiretas em eventos, algo bem diferente de uma provocação via twitter ou um meme de internet. A guerra entre as empresas lembra bastante o que vemos hoje em dia com os chamados ‘fanboys’,  a necessidade que cada uma tinha de afirmar e estabelecer que o seu produto era melhor e teria vantagem frente a concorrência, mesmo que essa vantagem fosse a mais simples ou não fizesse diferença alguma. Confira alguns dos comerciais abaixo:

 

Versão nacional: É Nintendo ou NADA!

Megadrive/Genesis

O Megadrive foi o primeiro a chegar ao mercado, lançado no japão em 29 de Outubro de 1988 e 89 aos USA. O console era mais potente que seu antecessor, o mesmo trazia 16 bits de potência, o que servia de propaganda para mostrar todo o potencial que o mesmo tinha, contudo muito dos jogadores da época nem sabiam ao certo o que os 16 bits realmente eram capazes de fazer. Em 1991 a SEGA lançou o primeiro jogo da franquia Sonic, Sonic the Hedgehog foi um sucesso e automaticamente virou o mais novo mascote da empresa o que perdura até hoje, além disso começou a ser comercializado juntamente com o Megadrive nos USA e Europa subistituindo Altered Beast!

Seguindo o mesmo padrão da ultima geração, a SEGA lançou diverso acessórios que seriam uma forma de prolongar a vida útil do console e estar sempre um passo a frente da concorrência. o MegaDrive recebeu diversos updadtes, um dos mais memoráveis é o SEGA CD 32x, que permitia o console chegar a potência gráfica de ’32bits’. Realmente os jogos apresentavam melhorias gráficas, capacidade de apresentar vídeos ao invés de textos e animações simples, contudo era um investimento um pouco caro  para aumentar a vida útil de algo que não recebeu uma grande biblioteca de jogos dedicada.

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e você ai reclamando do espaço que o ps4 ou xone ocupam!

Super Famicom/SNES

Já a nintendo demorou um pouco mais a entrar em uma nova geração, devido a sua forma bem tradicional no método de trabalho relutou até aceitar que realmente seria necessário a criação de um novo hardware para suprir o que o mercado do pedia na época. Assim em 1990 a nintendo lançou o SNESe fabricou 300 mil unidades que seriam disponibilizadas para venda, entretanto eles não estavam preparados para a alta demanda e essas unidades foram vendidas em algumas horas.

Chegando ao mercado norte-americano em 1991 o SNES contou com diversos títulos famosos do seu antecessor, além de novas franquias que chegaram e deixaram sua marca, que são: Donkey Kong Country e Star Fox. Falando do jogo Star Fox, um fato bastante curioso do jogo foi utilização do  acelerador gráfico Super FX,  o qual ajudava o console a reproduzir alguns polígones 3D antes mesmo do lançamento dos consoles da 5ª geração!

Seguindo os passos do seu grande rival, a nintendo também colocou no mercado diversos dispositivos que melhoravam a performace do console além de conteúdo exclusivo. Já que mencionamos o SEGA  32x anteriormente, a versão japonesa do console SuperFamicom, recebeu um acessório intitulado: Satellaview. O mesmo proporcionava acesso a internet ao aparelho, como citado foi lançado somente no Japão e trouxe não só acesso rede de computadores, mas também alguns títulos foram disponíveis de forma exclusiva via download, outro ponto forte era a possibilidade de ouvir programas de rádio e ler revistas digitais!

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 5ª Geração: Sony, 3D e o primeiro “VR”.

Sony x Nintendo:

Depois de uma guerra no início dos anos 90 travada por SEGA e Nintendo, a Sony, em 1995, após divergências contratuais com à nintendo decidiu lançar seu próprio videogame de mesa e singrar no mercado. O que originalmente deveria ser um sonsole gerado a partir da parceria Nintendo & Sony, o que aconteceu foi um rompimento de contrato, ambas decidiram trabalhar em um novo hardware próprio. Assim, na E3 de 1995, foi anunciado de forma simples porem icônica onde foram revelados alguns quesitos tecnicos e depois o preço, U$299,99, o que levou o público a loucura.

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Você jogaria os seus jogos no Nintendo PlayStation 4 Pro hoje em dia se tudo tivesse dado certo!

A grande aposta da sony foi a substituição da mídia por CD, obtendo assim mais espaço para os desenvolvedores trabalharem os seus jogos, além da qualidade sonora que evoluiu drasticamente com o advento da mídia. Isso foi um atrativo para diversas empresas, fossem elas já estabelecidas no mercado ou até mesmo novos desenvolvedores. Embora a qualidade gráfica do 3d do PS1 não fossem algo que chamasse tanta atenção, alguns jogos que sairam para o console totalmente em 3D forem bem recebidos e aclamado por sua qualidade gráfia, caso de Chrono Cross, Metal Gear Solid e Vagrant Story. O sucesso foi tamanho que o console logo se tornou o mais vendido de todos os tempos na época e o primeiro a romper a barreira das 100 milhões de unidades, algo que seus concorrentes somados não foram capazes de superar, impressionante para um primeiro hardware!

 

Saturn

A SEGA também apostou em usar o CD como mídia, o SEGA Saturn, entretanto o console não vendeu como esperado e também devido a política de vendas da empresa, que foi responsável por acabar com a vida útil de seus consoles muito rapidamente e embora concorrendo com o PS1 e recebendo os mesmos títulos iniciais, Tomb Raider, Symphony of the Night, o Saturn não foi capaz de prossegir na luta e logo foi subistituido por um novo console da SEGA. Detalhe curioso é que o Saturn não recebeu nenhum jogo da franquia Sonic, algo bastante curioso principalmente pelo fato do mesmo ser o mascote da empresa.

N64

A Nintendo por sua vez, continuou apostando em cartuchos, e em 1996 lançou no japão o Nintendo 64. O console trazia entrada para 4 controles,além do seu controle principal trazer uma analógica, algo revolucionário para o mercado que posteriormente foi copiado e aprimorado por suas concorrentes. Como foi dito no início, o console ainda apostava nos cartuchos como mídia principal, o que dificultou bastante o porte e desenvolvimento de jogos para o console e, além disso, fez com que antigas parceiras third parties, migrassem para a concorrência e criando jogos memoráveis até hoje, caso da SquareEnix, na época ainda conhecida como Squaresoft, que tinha planos de lançar Final Fantasy VII originalmente para N64, onde foi até criado uma tech demo em 95, com o motor gráfico do jogo, para motivos de apresentação essa demo contou apenas com os personagens de FFVI, todavia, devido as dificuldades de desenvolvimento o jogo acabou sendo lançado para PS1 sendo até hoje um dos jogos mais marcantes da era dos videogames.

Embora o 3D fosse a novidade e quase todos os jogos que tentaram utilizar da tecnologia não foram tão bem executados por seus criadores, o mesmo criou uma estrada que iria se consolidar na geração subsequente.

Tech DEMO: 

Virtual Boy

Toda a abordagem até o momento foi somente ligada aos consoles de mesa, porém não podíamos deixar de fazer uma mençao honrosa aquele que pode ser considerado o pai do VR. A 5ª geração também foi marcada com o precursor da realidade virtual, o  Virtual Boy

Criado por Gunpei Yokoi, o virtual boy era um console portátil da nintendo, que tinha a ideia de inovar a jogabilidade da época, pensou-se que o novo videogame  seria o futuro dos games e imersibilidade, contudo o que vimos foi um dos maiores fracassos da indústria dos videogames. O VB era imenso, além de difícil acomodação para os jogadores e ainda poderia causar danos irreversíveis com longas jogatinas devido ao fato do jogador ficar exposto a luz vermelha intensa forte do console. O mesmo durou menos de 1 ano no mercado, 7 meses para ser mais exato.

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Por essa imagem é possível constatar porque não deveríamos jogar por bastante tempo.

 

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Bem, chegamos ao fim da primeira parte de nossa análise, o intuito era dar uma leva repaginada na história mostrando um pouco de cada geração e algumas curiosidades. Retornaremos em breve com a segunda parte que terá um foco maior nos consoles que chegaram no novo milênio e o que esperar do futuro! Caso queira degustar um pouco mais do assunto acesse os links sugeridos com algumas colunas e conteúdos a respeito do assunto:

Links:

Ideias em Jogo: Paralelos
Game Vibe: Commodore
Quebrando o controle 19: Futuro dos consoles

 

Referências:

Wikipédia Sega
Cinemassacre
Tecnoblog

 

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