Este jogo desenvolvido pela Kasur Games e distribuído pela Cobra Tekku Games recebeu muitas avaliações positivas no Steam e fiquei tanto na dúvida pelos motivos quanto com vontade de jogar a demo. Num primeiro momento vi que era mais um soulslike tentando seu lugar ao sol, divertido mas ainda um demo experimental, depois quando noticiaram que estaria disponível para os consoles, decidi experimentar a fundo e então, meus amigos, que grata surpresa!
A partir do dia 30 de julho quem tem console poderá mergulhar no mundo sombrio de Yariv, nas masmorras mortais e nas máscaras e estilos de jogo únicos de Verho – Curse of Faces, incluindo todas as atualizações de conteúdo e o último “CHAOS UPDATE” que trazem novos desafios, máscaras e muitas novidades para os jogadores a um preço bem convidativo.
Neste jogo assumimos o papel de um protagonista sem nome numa terra destruída por uma curiosa maldição: se uma pessoa olhar para o rosto da outra, ambas morrem. Então para explorar o mundo hostil de Yariv as máscaras servem como proteção essencial e ao mesmo tempo de identidade… Cada máscara representa uma classe específica, que varia de poderosos lutadores corpo a corpo (força) a duelistas ágeis (destreza) e magos poderosos. O sistema oferece máxima liberdade: em vez de restrições rígidas, o desenvolvimento flexível de personagens permite que os jogadores se especializem em qualquer área que desejarem e podem desenvolver livremente seus conceitos de classe individuais a qualquer momento, independentemente da escolha inicial.
A jogabilidade é caracterizada por uma sinergia entre elementos de exploração e desafios de combate. Com aquele mesmo sistema souls que nos causa desespero: morreu perde tudo e volta lá…. na “fogueira” onde salvou pela última vez, portanto já sabem a escolha: arriscar perder tudo limpando o mapa ou ir aos poucos salvando nas fogueiras e todos os inimigos reaparecendo. (suspiro)
A apresentação visual é inspirada na era dos 32 bits, me senti de verdade jogando Souls num Playstation 1, só que evidentemente com todo o conforto da modernidade. Através dos modelos low-poly e texturas rústicas, o jogo captura a estética nostálgica do PlayStation 1 com cheirinho de Playstation 2, limitações técnicas intencionais que reforçaram a atmosfera opressiva do jogo e deram uma identidade única.
Neste mundo se mostrar o rosto, morre… então os habitantes se escondem atrás de máscaras únicas e nós somos quem é escolhido pela mão divina para percorrer Yariv e descobrir as origens da maldição mortal, resolvendo esse enigma. Acontece que Yariv é um mundo sinistro e além dos inimigos está repleto de NPCs que carregam suas próprias circunstâncias e traumas, com aquelas sidequests marotas que a gente já conhece o esquema.
O combate é meio travado no começo (temos umas armas fracas e qualquer lagarto ameaça nos matar como é o costume, mas com o tempo a gente pega a mecânica, encontra armas, tochas, arcos, cajados de magia e aí o jogo se abre bem divertido. É nostálgico pegar um jogo de 2026 e jogar como se estivéssemos num Xbox original ou Playstation 1, sem aqueles loadings infinitos nem controles com fios, mas mantendo aquele clima e a jogabilidade meio travada da época, propositadamente aqui retratada. Uma grande sacada dos desenvolvedores.

A trilha sonora é padrão sem grandes novidades, imersiva, suficiente para fazer a gente ficar com a mão suada segurando o controle enquanto anda numa caverna absolutamente no escuro, passando raiva e medo, quando bastava olhar ao redor e encontrar uma tocha. Eu amo Soulslikes por isso… 😀
É importante explorar… explorar… explorar… (salvando nas fogueiras, não esqueçam) e enfrentar os inimigos cautelosamente. Quem é veterano em soulslike sabe como é difícil descrever o jogo e avaliar sem dar spoiler como fiz sem querer com a coisa da tocha mais acima, mas fica a dica: joguem Verho, se ambientem com a “jogabilidade 32 bits”, com o desafio acima da média e resolvam a maldição das máscaras! 😊
Verho – Curse of Faces já está disponível no PC / Steam e vem dia 30 de julho para PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch.
Maiores informações no site oficial do jogo VERHO – CURSE OF FACES clicando AQUI.

Aprendeu em 1983 com o Atari 2600 o que era um videogame. Do tempo da internet discada, das cartas em máquina de escrever e de conversar pessoalmente! Joga desde o Telejogo Philco-Ford aos consoles mais recentes e celular, gosta de experimentar games indies. Coleciona consoles e jogos que fizeram parte da história! Pai, Motard e Gamer. 😉


